Por incrivel que pareça o "Arco-Iris" faz parte do minha infância, não sei se os donos ainda são os mesmos de há muitos e muitos anos atrás, mas quando o meu pai trabalhou no Centro de Saúde do Alandroal, era ali que fazia as refeições e onde confraternizava com os amigos da terra. Eu, quando tinha tempo livre, aproveitava a boleia para ir passar o dia ao Alandroal e lá ia eu comer o bolito da ordem.
Como o tempo passa, lembro-me agora de lá ter visto, enquanto lanchava com os meus pais, a brilhante vitória da Rosa Mota na sua 1ª medalha de Ouro nos Europeus de Atletismo em Atenas.
Já agora e fazendo do Alandro Al correio e se os donos do Arco-Iris ainda forem os mesmos, um grande abraço do António Ramos (filho).
Apadrinhado pela Câmara Municipal do Alandroal, que é sócia fundadora, nasceu no dia 11 de Março o Clube Naval do Grande Lago - Alqueva. A Associação, essencialmente vocacionada para a prática de desportos náuticos a motor, vela, remo, canoagem e pesca embarcada, bem como para a formação de desportistas náuticos, tem a sua sede social no Concelho de Alandroal e surgiu da ideia de um comandante da marinha natural de Vila Boim, em Elvas.
Além do próprio Manuel Figueiredo e da Câmara Municipal, mais 19 particulares assinaram a escritura de constituição do Clube Naval, que reúne associados de todos os concelhos para os quais Alqueva, mais do que margem ou fronteira, se assume enquanto motor privilegiado de desenvolvimento regional.
Na constituição pública, fizeram questão de marcar presença Mário Gonzaga Ribeiro, Vice-Presidente do Comité Olímpico Nacional e Presidente da Federação Portuguesa de Motonáutica; Vítor Máximo, em representação da Associação Naval de Lisboa; e Carlos Alfaro, Presidente da Associação Portuguesa de Motocruzeiros.
Fonte: NA - Jornalista : N.A.
Recomenda-se particularmente o Mil Folhas.
SAÚDE E ACÇÃO SOCIAL
AMBIENTE E QUALIDADE DE VIDA
Não interessa falar do passado, mas sim fazer um balanço do presente. Muita coisa mudou em termos de prestação de cuidados de saúde, após o 25 de Abril de 74.
Tão pouco a minha competência me permite avaliar se os cuidados de saúde prestados são os exigíveis para o Concelho, tão pouco se o número de médicos são os suficientes para fazer face às necessidades da população, deixo isso ao critério dos meus conterrâneos.
No entanto não poderei deixar passar em claro o quanto inconcebível é, o quanto vergonhoso é, o Alandroal estar dotado de instalações, modernas e funcionais (pelo menos pelo aspecto exterior), de um “novíssimo” Centro de Saúde que pura e simplesmente não funciona, suponho porque até à data não houve eleições que o justificasse (as últimas foram um acidente de percurso).
Ainda a propósito de saúde e porque uma coisa é complemento da outra, não se compreende porque a não autorização da abertura de outra Farmácia no Alandroal, ou mesmo nas Freguesias? Porque não foi permitida a abertura de uma Farmácia à Santa Casa da Misericórdia?
Agora que os medicamentos vão ser de venda livre, e não havendo grandes superfícies, no Alandroal, vão os habitantes do Alandroal, mais uma vez ficar em segundo plano?
Deu sempre boa conta de si a Santa Casa da Misericórdia na prestação de solidariedade social, e graças a uma gestão ponderada e criteriosa, tem conseguido alargar a sua prestação de serviços a outras valências, conseguindo ser o suporte de cuidados primários à terceira idade, não só na Sede do Concelho como também nas Freguesias.
Sabemos de outras Instituições que também dão o seu contributo não só na prestação de cuidados à terceira idade, como também à infância, pelo que considero muito positiva a Acção Social prestada no Concelho.
Comparada com outras localidades que me são dadas observar, considero que o ambiente no Alandroal é de muito boa qualidade, e embora a única industria que podemos considerar poluente, tenha em parte contribuído para a degradação do Ribeiro do Vale dos Andorinhos, o certo é que não temos pecuárias, tão pouco fumos poluentes libertados por chaminés industriais, e as matas de eucaliptos que nos rodeiam sempre vão purificando o ar. Talvez um amplo espaço verde esteja a fazer falta... mas com o tempo é possível que apareça.
A qualidade de vida no Alandroal não é melhor nem pior que as outras terras de Portugal, se entendermos por qualidade de vida a utilização dos bens que são postos à nossa disposição, e embora muitas vezes sejamos surpreendidos com notícias que nos dão como os mais pobres da Europa, o certo é que não vejo mendicidade no Alandroal, tão pouco “sem abrigos”, e praticamente todos os meios modernos postos à disposição do homem os podemos encontrar no Alandroal.
Viver no Alandroal é bom...
Na próxima vamos abordar Urbanismo e Desporto.
Saudações Marroquinas
Xico Manel
Eu quero que isto seja uma grande festa. Mata-se um porco, umas galinhas, podemos até assar um vitelo... Já encomendei o vinho no Bidais. O baptizado do Sinfróneo há-de ser falado pelas redondezas.
Andava eufórico o babado avô... conseguia até transmitir a toda a família a alegria que trazia dentro de si.
O Tira-Picos já tinha ido ao Alandroal convidar os amigos para a cerimónia. Só da sua parte eram mais de cinquenta. As saudades que tinha da sua terra, fizeram com que fizesse uma “via-sacra” pelas “capelinhas” do Alandroal, e por fim a “bêbeda” era já tamanha que pessoa que entrasse na taberna era de imediato convidada para o baptizado. Desde o engraxador, passando pelo Cabo da Guarda, e até mesmo o Presidente da Câmara foram convidados.
E o sogro não lhe ficou atrás, pois além do Presidente da Junta, ainda dirigiu cartas ao Senhor Mário Soares e ao Senhor Cavaco Silva, que para grande decepção tão pouco lhe responderam.
Uma semana antes do grande acontecimento já a Pardaleira e a mãe, com a ajuda da vizinhança deitavam mãos ao trabalho, e foi um vê se te avias a fazer bolos fintos, de alguidar, sss, ”filhozes”, azevias, nógados, até uns bolinhos de amêndoas, tipo queijinhos do céu e castanhas havia. Das bebidas finas encarregou-se o dono da casa, que aproveitou uma ida a Évora para encomendar os licores.
No que dizia respeito a pastelaria, a mesma foi encomendada no Rui do Alandroal, que além do bolo do baptizado, fornecia, os pastéis de nata, os palmieres, os jesuítas e outros de recheio, alem de mais cinco de matéria fina.
Tudo em grande...
Como a azafama era grande em vésperas do baptizado, foi o Tira-Picos encarregado de ir buscar nas vésperas os bolos ao Alandroal, pelo que o sogro lhe passou para a mão uma “notinha de dez mil”, para fazer face ao pagamento do material.
Por azar do Tira-Picos, e ao lado, na taberna do Água Mel, onde resolveu esperar que a “encomenda” estivesse pronta, estava o Açorda que com três copos e uma bolinha de papel, que se mantinha fixa, movimentava os copos sobre a bolinha e convidava os presentes a acertar no copo debaixo do qual estava a mesma. Aquilo fascinou o Tira-Picos. Era impossível não acertar. Ele tinha visto... e não se enganava de certeza, qual o copo que tinha a bola por baixo. Resolveu arriscar... Mil paus! Foi que nem canja... ganhou... Mais outra vez. Desta vez dois mil. Perdeu... E por aí fora... até que a “massa” se transferiu por completo para os bolsos do Açorda.
Só regressou de madrugada, sem coragem de enfrentar os sogros, sem bolos e sem dinheiro.
Mas o baptizado realizou-se e ainda hoje se diz que não houve festa maior, lá para os lados de Pardais... só que bolos finos não houve, e a alegria do avô era tanta que só passado oito dias e quando o Pasteleiro se apresentou a reclamar o prejuízo pelo não levantamento da mercadoria e consequente idmenização, o mesmo indagou e foi posto ao corrente do sucedido.
Acabou-se a boa vida... e Tira-Picos regressou ao Alandroal... sem mulher e sem filho... que drama!!!
Saudações Marroquinas
Xico Manel
Luis Ene, que esteve no Alandroal no encontro de blogs que realizámos em Julho do ano passado, colocou as suas histórias publicadas no blog em papel.
Um abraço ao Luís e muito sucesso.
Mais um projecto que iniciamos.
O Alentejo Metablogue pretende ser um ponto de referência dos blogs alentejanos.
Ainda só com alguns blogs, iremos acrescentando mais links periodicamente, é possível aceder aos últimos posts dos blogs representados através de feeds.
Sugestões são bem-vindas.
Entra amanhã em vigor o novo Código da Estrada (Decreto-Lei nº 44/2005 -PDF).
Confesso que ainda não li o código com a atenção que decerto merecerá.
É através dos meios de comunicação social que tomamos conhecimento das principais alterações:
Agravamento das multas;
Agravamento das multas;
...
Uma questão que pessoalmente me preocupa e que me suscita mesmo perplexidade é a possibilidade de se conduzir veículos que na minha terra são carinhosamente conhecidos por "mata-velhos" (o motivo de tal nome é mesmo esse) sem necessidade de possuir carta de condução.
Foi num destes veículos que um habitante de Pardais, há alguns meses, entrou em contra-mão na auto-estrada em Borba.
Será que não conhece o código?
A questão que aqui deixo é se nesta alteração do código não foi revista a necessidade de obtenção da carta de condução para conduzir estes veículos.
Já pode apostar no jogo entre Portugal e o Canadá.
Probabilidades:
Vitória Portugal 1/8
Empate 5/1
Vitória Canadá 14/1
Portugal é claramente favorito.
Estão disponíveis múltiplas apostas que pode efectuar no site da LADBROKS.
Basta clicar na imagem.
Uma excelente posta no ALENTEJANO SA, um blogue de Vila Viçosa, discute as pretensões dos nossos vizinhos à "cidadania".
Aquando da elevação de Reguengos de Monsaraz a cidade, que ocorreu há poucos meses atrás, congratulámo-nos neste espaço com tal honra. Pensámos mesmo que não tardaria muito que Vila Viçosa recebesse tal distinção.
Na posta agora publicada no ALENTEJANO SA são discutidas as razões pelas quais o autor considera ser merecedora de elevação a Cidade Vila Viçosa.
Concordamos em absoluto com o exposto.
Interessa-nos analizar a situação do Alandroal.
Na lei 11/82 (PDF) citada pelo autor da posta são expostas as condições para uma vila ser elevada a cidade no artigo 13:
Uma vila só pode ser elevada à categoria de cidade quando conte com um número de eleitores, em aglomerado populacional contínuo, superior a 8000 e possua, pelo menos, metade dos seguintes equipamentos colectivos:
a) Instalações hospitalares com serviço de permanência;
B) Farmácias;
c) Corporação de bombeiros;
d) Casa de espectáculos e centro cultural;
e) museu e biblioteca;
f) Instalações de Hotelaria;
g) Estabelecimento de ensino preparatório e secundário;
h) estabelecimento de ensino pré-primário e infantários;
i) transportes públicos, urbanos e suburbanos;
j) Parques ou jardins públicos
No artigo 12 são estabelecidos os critérios para elevação de uma localidade à categoria de vila:
Uma povoação só pode ser elevada à categoria de vila quando conte com um número de eleitores, em aglomerado populacional contínuo, superior a 3000 e possua, pelo menos, metade dos seguintes equipamentos colectivos:
a) Posto de assistência médica;
b) Farmácia;
c) Casa do Povo, dos Pescadores, de espectáculos, centro cultural ou outras colectividades;
d) Transportes públicos colectivos;
e) Estação dos CTT;
f) Estabelecimentos comerciais e de hotelaria;
g) Estabelecimento que ministre escolaridade obrigatória;
h) Agência bancária.
Nas últimas eleições o número de eleitores inscritos na Freguesia de Nª Sra. da Conceição foi de 1592! E na totalidade do concelho de apenas 5763 (STAPE). Mas, ainda mais grave, este número foi inferior ao registado em 2002!
A população do concelho do Alandroal está a decrescer!
Quanto aos critérios exigidos para qualificação como vila ou cidade verificamos que o Alandroal talvez esteja mais perto dos primeiros do que dos segundos.
Há muito que nos apercebermos, nas cada vez mais escassas visitas ao Alandroal, mesmo não sendo sociólogo, que a dinâmica das interacções sociais está muito perto de uma aldeia.
É necessário encarar estes dados com frieza.
Se por um lado eles nos podem motivar alguma tristeza e preoucupação, pois é sempre desejo dos filhos de uma terra que ela prospere e evolua, por outro lado não tiram ao Alandroal toda a sua beleza e encanto que leva cada vez mais turistas a visitar-nos e a procurar um turismo de qualidade.
Turismo que o Alandroal pode oferecer.
Sem um “chavo” e com uma carga de “porrada no lombo”, Tira-Picos lá regressou da sua aventura por terras da Capital.
Que desculpa iria arranjar para justificar não só o fracasso do empreendimento, como ainda o estado lastimoso em que regressou?
Mas tudo passou, e mais uma vez a “providencia divina“ esteve com o nosso amigo e qual não foi o seu espanto quando se apresentou no Monte das Bujardas e foi acolhido pelos sogros com efusivos abraços e amabilidades nunca vistas. Na verdade o nascimento do primogénito do casal Tira-Picos fez milagres no coração do pai da Pardaleira, que quando se viu na qualidade de avô de um robusto rapagão dado à luz pela sua filha, transformou por completo o conceito que até então fazia do seu genro.
Não exitou: a partir de agora, ficas cá no Monte, tomas conta do gado, podes fazer a tua seara e teres a tua horta... e podes ir ao mercado de Vila Viçosa e fazeres os teus negócios. Tens é que ter juízo e deixares as más companhias. O meu neto vai ser criado aqui no Monte, e há-de vir a ser alguém. Há-de ter estudos pois não quero que seja como os pais, que nunca passaram da cepa torta!
Como o nascimento de um neto pode mudar os sentimentos de uma pessoa!
Foram talvez os melhores anos de vida do nosso amigo Tira-Picos. Nem foi preciso maçar-se muito com a horta que entretanto construiu, onde volta e meia se entretinha a plantar uma couves, uma alfaces... mas do que gostava mesmo era de cultivar rabanetes e rábanos, pois aquilo ao fim de oito dias já tinha nascido tudo. E como gostava de presentear o seu sogro com um bom rábano (pois no dizer deste, sabia melhor, e fazia menos mal uma “rodela” de rábano do que uma de paio. O que faz a fartura).
E ele lá ia, volta e meia caminho do mercado, quando o dinheiro escasseava, mais para vender uns molhinhos de agriões que apanhava na ribeira e negociar à socapa uma ovelha, ou umas galinhas que ia surripiando no Monte às escondidas do sogro.
E o Sinfróneo (o filho do Tira-Picos e da Maria Amélia) lá ia crescendo, e tornando-se cada dia que passava num robusto rapaz, para orgulho dos seus pais mas acima de tudo do seu avô.
Foi um ano bem passado... de barriga cheia, boas “sornas”, dinheirinho quanto baste e boa vida até dizer “chegue”.
Temos que baptizar o rapaz... para o mês que vem... já falei com o Padre.
Sentenciou o “patrão” ao jantar.
É aqui no Monte, podes convidar os teus amigos... mas vê lá com quem pregas cá!
Foi o princípio do fim de um ano bem passado... o melhor na vida do Tira-Picos.
Saudações Marroquinas
Xico Manel
Descubra porquê.
Com o recente rapto da mãe do jogador do Sporting Rogério (A Bola) eleva-se para quatro o número destes casos registados com jogadores que actuam em clubes portugueses.
A violência no Brasil é conhecida e talvez até amplificada. A ideia geral é a de um país inseguro onde os assaltos se sucedem, assim como a violência muitas vezes gratuita. Pese embora a maioria dos crimes esteja associado à pobreza e logo a valores materiais.
É impensável comparar o Brasil a Portugal em questão de segurança.
Mas nos últimos tempos assiste-se em Portugal a um eclodir de violência a que não estamos habituados.
A morte recente de mais dois agentes da PSP na Amadora pode ser um epifenómeno, mas a sensação que transmite é de grande preocupação.
Tal como a apreensão de um elevado número de armas de guerra, anunciada hoje pela PJ (Público), na operação “Cerco Maior”, na qual foi também capturado um dos suspeitos da morte dos dois agentes na Amadora.
Estamos ainda longe de cenários como os que se vivem em certas zonas do Brasil e cuja caricatura (ou talvez fiel realidade) podemos conhecer nesse excelente filme que é a Cidade de Deus.
Mas estaremos assim tão longe?
Basta conhecer um pouco da realidade de certos bairros degradados, ou mesmo de zonas de realojamento, para assistirmos a cenários que não se enquadram na ideia do Portugal estruturado que a maioria de nós imagina.
É necessário dar continuidade à política de realojamento e a medidas de reinserção social efectivas.
Basta por vezes olhar a idiossincrasias como a existência de automóveis topo de gama estacionados em frente a habitações degradadas (curiosamente sem quaisquer sinais de vandalismo) para nos apercebermos que algo não está certo.
Também no Alentejo se encontram alguns sinais preocupantes que urge analisar e tentar corrigir.
Se é hoje impensável deixar as portas no trinco como se fazia há apenas 20 anos é necessário assegurar a qualidade de vida no que respeita à segurança de pessoas e bens.
O Alandro Al inicia uma nova parceria e desta vez nada mais nada menos do que com a maior casa de apostas do Mundo: a LADBROKS.
Os links vão a partir de hoje estar disponíveis no nosso blog para que possa apostar quando quiser. Basta clicar e é imediatamente redireccionado para a homepage da LADBROKS. Em seguida é só procurar a aposta que lhe interessa.
Ocasionalmente vamos dar conhecimento de apostas interessantes para os adeptos do desporto em Portugal.
Hoje começamos logo pela aposta do próximo Campeão Mundial.
Basta na página da LADBROKS escolher no menu Footbol e em seguida 2006 world cup.
A probabilidade estimada para Portugal é de 16/1, ou seja por cada libra apostada ganha 16. Nada mau!
O favorito é o Brasil (4/1), seguido da Argentina (5/1) e da Alemanha (7/1).
Portugal parte na 9ª posição.
Agora é só clicar nos nossos links e experimentar.
Boa sorte!
Alandroal, Évora, 19 Mar (Lusa) - O presidente da Câmara Municipal de Alandroal, João Nabais, eleito pelo PS, anunciou hoje a sua recandidatura pelos socialistas às eleições autárquicas de Outubro.
João Nabais, 39 anos, gestor, filiado no PS, que está a cumprir o primeiro mandato como presidente da autarquia, fez a apresentação da sua recandidatura durante o II Encontro de Autarcas Socialistas do Concelho de Alandroal, distrito de Évora, aberto ao público.
Antes, João Nabais tinha cumprido um mandato como vereador da oposição no município de Alandroal, retirando em 2001 a presidência da Câmara à CDU.
Em declarações à Agência Lusa, João Nabais disse que o encontro de hoje teve como objectivo fazer "o balanço do mandato e reflectir sobre o que foi feito e o que falta fazer no concelho".
"Não é em quatro anos que se esgota um projecto e anuncio hoje a minha recandidatura com a mesma convicção de há quatro anos:
trabalhar pelo desenvolvimento do concelho de Alandroal", adiantou.
Segundo fonte socialista, para assinalar a recandidatura do autarca está marcado um jantar para hoje, que conta já com mais de 300 inscrições, integrando pessoas de diversas áreas políticas.
A adesão a este jantar deve-se ao "reconhecimento do trabalho feito durante o actual mandato", adiantou a mesma fonte.
A candidatura socialista vai contar com uma página na Internet. O executivo camarário de Alandroal é constituído por três eleitos do PS e dois da CDU.
Esta é a primeira candidatura a ser anunciada no concelho de Alandroal para as eleições autárquicas de Outubro.
TCA.
Podemos avaliar o valor de uma localidade consoante o funcionamento das infra-estruturas que a suportam. A sua existência, o seu funcionamento, o valor que a população lhes atribui.
Neste sentido é meu objectivo trazer à discussão a partilha de ideias, não só dos Alandroalenses, residentes (o que se me afigura desde já muito difícil, e é pena), como também de outros que fazem o favor de perder alguns minutos com este espaço, que possam estabelecer pontos de convergência ou divergência sobre os itens que propomos.
Desde já confesso que vão encontrar muitas lacunas, motivadas por puro desconhecimento, de quem já há quinze anos não reside no Alandroal, mas que visita com frequência e procura estar informado do que se vai passando. Talvez por isso mesmo, me incentivasse a escrever o que se segue, (a esperança é a última coisa a perder) haja alguém que possa dar mais e melhores esclarecimentos sobre as matérias propostas.
Vamos então abordar os temas em discussão, e vamos dividi-los da seguinte forma:
EDUCAÇÃO, CULTURA, RECREIO E LAZER.
SAÚDE E ACÇÃO SOCIAL, AMBIENTE E QUALIDADE DE VIDA.
URBANISMO E DESPORTO.
AGRICULTURA E INDUSTRIA.
COMÉRCIO, TURISMO e DESENVOLVIMENTO RURAL.
EDUCAÇÃO, CULTURA, RECREIO E LAZER:
Sabemos existir no Alandroal o Ensino Pré-escolar. E nas freguesias?
Supomos que todas as freguesias tenham o ensino do 1º ciclo. Estão as Escolas funcionais?
Os quadros estão preenchidos? Como se processa a deslocação das crianças que vivem em locais mais afastados? Como por exemplo Sete Casinhas? Aldeia de Ferreira? Marmelos?
A Escola Diogo Lopes de Sequeira, serve de infra-estrutura para ministrar na Sede do Concelho não só o Ensino Primário como o Preparatório. Por queixas já aqui transcritas da Associação de Pais, temos conhecimento da degradação do Edifício e das promessas não concretizadas para a solução do problema. Não será já tempo?
Outras iniciativas têm tido lugar no Alandroal. No que diz respeito à Educação. Referimo-nos a Cursos Profissionais, promovidos pela Autarquia, e que tão necessários se mostram no momento actual.
Desde há muito que a Cultura tem sido uma constante na mente dos poderes do Alandroal. Não nos podemos esquecer do empenho posto pelo Poder Autárquico no patrocínio de obras como CANTADORES DE ALEGRIAS MÁGOAS E MANGAÇÕES, CARTA ARQUEOLÓGICA DO ALANDROAL, entre outras, dos auxílios concedidos ao Centro Cultural do Alandroal, ao Rancho Folclórico das Hortinhas (já extinto), à elaboração da Biblioteca Municipal.
No entanto é de salientar os esforços ultimamente enveredados, para que o Alandroal se torne “mais culto”. Neste sentido não podemos deixar de ter uma palavra de reconhecimento e apoio para os momentos que nos foram oferecidos (e tão pouco participados) quando da última Expo Guadiana. (vai ser uma luta difícil, mas que mais tarde vai dar frutos).
Uma palavra devida e merecida para a nossa BANDA, e pelo trabalho que está desenvolvendo.
Uma palavra de pesar pelo desaparecimento da Fanfarra dos Bombeiros, assim como pelo Grupo Coral.
Viu-se no passado ano a Cultura dar um passo importante, com a doação da valiosa biblioteca do Dr. Manuel Pestana, e iremos muito proximamente ver o local onde a mesma será instalada quando da inauguração do novo espaço.
Uma palavra ainda para as iniciativas em termos de exposições elaboradas pela Junta de Turismo. Só no passado ano contabilizámos doze.
Não esquecer a Feira de Santiago, assim como as Festas Tradicionais em todas as Freguesias, e acima de todas a Expo Guadiana, um dos maiores e melhores certames do género no Alentejo.
No que diz respeito a lazer, e entendendo como tal espaços de descanso e sossego, ou ocupações de alívio do trabalho do dia a dia... Não podemos exigir demasiado, atendendo ao velho hábito Alentejano de procurar na taberna o conforto para o “desabafo” ou no café a leitura dos periódicos que as suas fracas posses não lhes permitem adquirir.
Por ora temos a ARCA DA FONTE, OS BANCOS DA PRAÇA, mas novos espaços estão em vias de finalização, e o PARQUE onde outrora foram os ARREQUIZES, poderá vir a ser de futuro o local de lazer que o Alandroal necessita.
Não esquecer que entretanto a “terceira idade” já dispõe de um local de convívio, apetrechado de muito boas condições, e onde afluem para umas “horas bem passadas”, os mais idosos... e não só.
Não vejam, por favor qualquer pretensão da minha parte em criticar o que não está bem ou elogiar o que me parece menos-mal. È apenas um exercício de memória com o único fim de trazer à discussão temas que são o dia a dia de uma TERRA, que por sinal é a MINHA.
Para a próxima vamos “debater” SAUDE E ACÇÂO SOCIAL, AMBIENTE E QUALIDADE DE VIDA.
Saudações Marroquinas
Xico Manel
Defendeu um alentejo a uma só voz.
Defendeu a coordenação da prevenção dos fogos.
Foi ao Alandroal?
Podia pelo menos ter ido almoçar à Maria.
A população do Redondo manifestou-se publicamente em apoio do Presidente da Câmara Alfredo Barroso após o Comité Central do Partido Comunista negar a possibilidade de recandidatura do autarca nas próximas eleições.
Alfredo Barroso anunciou a intenção de se candidatar numa lista independente.
No Alandro al ficamos curiosos em perceber qual seria a reacção da população no caso do actual Presidente, João Nabais, ser impedido de se recandidatar pelo seu partido, o PS.
Também haveria manifestações populares?
Pode ler a notícia no Público.
Há tempos demos aqui a notícia que havia ouro no Alandroal.
Temos seguido com interesse tudo o que diz respeito a tal assunto, procurando saber algo sobre a hipótese de uma prospecção na nossa terra.
Na imprensa de Montemor, através do jornal a “Folha de Montemor” é-nos dado a saber que a empresa australiana Iberian Resources, iniciou as sondagens no passado mês de Janeiro, e que os primeiros resultados são bastante satisfatórios, confirmando que existe uma média de 10 gramas por tonelada, dando ainda a saber que a viabilidade de uma mina é conseguida com valores acima de 2 gramas por tonelada, pelo que se vislumbra a implementação de uma indústria na região e consequente criação de postos de trabalho.
Para já as prospecções que foram feitas levaram à criação de 20 postos de trabalho e prosseguem.
E no Alandroal?
Foi apenas boato? Ou vislumbra-se algo?
Estará a população ao corrente?
O assunto merece alguma atenção dos habitantes?
Saudações Marroquinas
Xico Manel
Foi uma carga de trabalhos para arranjar novo táxi que quisesse transportar o Tira-Picos e a “tralha” que o acompanhava para o local certo. Teve que ser por “ajuste directo”, com o auxílio do Porteiro da Feira Popular e mesmo assim só com o desembolsar de duas de mil. Uma carga de trabalhos, que já fazia com que mal dissesse a hora em que tinha aceite tal proposta.
Mas lá conseguiu chegar ao destino certo, e após mostrar a carta do Presidente, deixou o “material” em sítio seguro, usufruiu de uma boa jantarada, e de uma confortável dormida, em colchão macio que até fez com que esquecesse a sua Maria.
Tinha ordem de se apresentar às nove, para ter pelo menos duas cadeiras prontas, para quando a Exposição abrisse à tarde. E cumpriu.
Deram-lhe uma “casinha” e disseram-lhe: vá pondo fundos nas cadeiras, e quando alguém quiser comprar: venda.
Bem... o Tira-Picos nunca se tinha sentido tão feliz. Primeiro toda a gente, (e se havia gente), parava para ver a sua habilidade, depois nunca tinha visto tanta “cara bonita”, e se eram “jeitosas”... e as luzes que aquilo tinha! Razão tinha o Labumba, quando dizia que não havia nada como Lisboa! Ih... e como as cadeiras se vendiam... aquela gente devia ter mesmo o cu frio, e precisavam de fundos de buinho para aquecerem o rabo. Não é nada... logo no primeiro dia vendeu o material todo, o que valeu foi o homem encarregado da feira ter comunicado à Câmara para mandar mais... e mandou.
O melhor é mudar-me para Lisboa. Ainda foi perguntar ao homem que mandava se podia continuar o negócio ali... mas nada feito, aquilo só funcionava por uns dias, depois o lugar era para outras coisas...
Tudo corria pelo melhor, e o Tira- Picos já pensava ter tirado a “sorte grande”. Mas ao lado estava um galego, que passava o dia a “malhar” sola, fingindo estar a “deitar meias solas, tombas e viras”, em sapatos, mas que fazia um negocião a vender botas caneleiras.
Como eram vizinhos, tornaram-se amigos... e como ambos nunca tinham tido vida boa, e tão pouco se acharam alguma vez com umas notas, um dia diz o Galego: oh compadre... e se a gente esta noite fossemos às “maganas”? Atão não havemos de ir? Logo à noite depois do jantar, aluguemos um táxi e... vamos.
E foram...
Coisa linda... o taxista deixou-os à porta de um bar. Nunca o Tira-Picos pensou que existisse tal coisa... a música era linda... só “tangues”, as mesas para se sentarem todas bem compostas, com toalhas e tudo, a luz era de muitas cores, mas aquilo parecia tudo vermelho, e até mudavam para outras cores, conforma a música tocava. Não havia cá vinhos tintos ou brancos, nem sequer bagaços, só “buìda fina”. Tanto que ele tinha para contar quando regressasse ao Alandroal! Até iam morrer de inveja.
E as “maganas”? Aquilo é que eram mulheres! Bem vestidas, bem compostas e que bem que cheiravam!
Bem dizia a hora em que o companheiro da “casinha” do lado o tinha desafiado. Até quando lhe vieram oferecer um charuto não se fez rogado.
E quando duas perguntaram se podiam sentar-se na mesa, todo o Tira-Picos se desfez em sorrisos para que as mesmas os acompanhassem.
Vieram mais bebidas... e tudo estava a correr pelo melhor quando o amigo Galego se sai com esta: Compadre... tenha cuidado olha que “isso” é um homem!
Podia lá ser... uma coisa tão bonita com umas “mamas” daquelas... o homem é parvo!
Mas pelo sim pelo não... O melhor era tirar dúvidas. Foi subindo a mão pelas pernas do “travesti” e quando confirmou que o colega tinha razão... deu tal apertão nas “partes” do outro que além do estrondoso berro, pregou-lhe um “murranaço” no olho, que o Tira-Picos até viu as estrelas.
Estava arrumada a confusão... Tira-Picos e Galego no olho da rua, mas não sem que antes tivessem de largar quinze notas de mil, o que os deixou completamente “tesos” .
O pior é que no dia seguinte a “corja” desaguou na Feira de artesanato, e quando viram os dois “marmanjos”, não só lhe aplicaram nova dose como destruíram o material que ainda possuíam.
Não houve outro remédio senão devolver o Tira-Picos à procedência, onde chegou com um olho à Belenenses, teso que nem um carapau, e sem vontade de regressar a Lisboa.
Mas tinha uma agradável surpresa... ERA PAI.
Saudações Marroquinas
Xico Manel

Este passatempo destina-se apenas aos leitores com desvantagem geográfica, ou por outras palavras que não residam no Alandroal.
Qual o nome deste instrumento e qual a sua finalidade?
Enquanto não tivermos no Alandroal um Hipermercado, Supermercado ou mesmo um mísero Minimercado não nos debruçamos sobre o assunto.

O Alandroal dispõe de um Espaço Internet que possibilita à população o acesso, gratuíto, à rede global.
Uma iniciativa que o blog louva publicamente.
Um abraço para o Conchinha, meu colega na Escola, no Alandroal, e um dos maiores adeptos deste espaço.
O Governo decidiu o regresso a Lisboa de todas as Secretarias de Estado que haviam sido deslocadas pelo anterior Executivo.
O Alandroal perde assim, definitivamente, a esperança de vir a ser sede de uma Secretaria de Estado.
Um fervoroso leitor do blog Alandro al desabafou: "Tinha esperanças que o governo descentralizasse a Secretaria de Estado dedicada às novas tecnologias", porque, segundo argumentou "O Alandroal possui a maior densidade de blogs por habitantes", que como é do conhecimento geral da blogoesfera é de 1 para 2000 e poucos.
Outro ponto realçado pelo nosso cibernáutico leitor foi a existência de um Espaço Net que possibilita a todos os Alandroalenses a navegação pelo conhecimento disponibilizado pela web e não apenas, como se diz em boca pequena, a utilização intensiva de chat´s pela nossa juventude, com a sua consequente degradação moral e social!
Calúnias!
Até ao momento Santana Lopes também não foi avistado nas redondezas da Câmara Municipal do Alandroal.
"Todo o cuidado é pouco", terá dito membro pouco credível da edilidade local.
"Vamos continuar a vigiar de perto os passos do nosso concelho", acrescentou.

foto SLB
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PERFEITO!
Continua sem existir uma casa do Benfica no Alandroal. Imperdoável!
Como tudo em política se assemelha a lições de culinária:
Há os que procuram bons tachos prometendo as mais diversas iguarias, mas ao trem novo pouco uso lhe é dado e o peixe miudo continua a ser frito em grandes sertãs velhas e enferrujadas; e por este livro de receitas exóticas desfilam ingredientes como o escorregadio cherne, o arisco carapau de corrida e enquanto isso a pescadinha de rabo na boca destila as suas mágoas e amarguras em lume brando, para ser servida no já sabido prato popular, bem temperado pela característica passividade e regado com um conformismo maduro.
Dina Araújo
Comentário nesta posta.
Alandroal 2 Montemor 1
Quarta vitória consecutiva!
Mais resultados:
Monte Trigo 7 Valenças 1
Rio de Moínhos 2 Oreola 2
Calipolense 0 Bencatel 1
Escoural 1 Estremoz 2
Portel 3 Redondo 1
Atlético 1 Borba 1
Mais um caso postado no Rad Files.
Não deixem de visitar. Vale a pena ver o que é hoje possível realizar na área da imagem.
Hoje a 2ª das minhas duas ingénuas questões.
Quando se começou a discutir a localização das novas Faculdades de Medicina defendi entre os meus colegas, em círculos informais, que Évora seria uma escolha perfeita.
Évora possui uma história universitária digna de nota. A Universidade de Évora foi fundada em 1559 por D. Henrique e só encontra paralelo em Portugal com a Universidade de Coimbra.
O ensino universitário em Évora foi reconhecido por bula do Papa Paulo IV, que curiosamente resalva o ensino da Medicina, Direito Civil e a parte contenciosa do Direito Canónico.
Creio que não será este o motivo que impede a criação de uma Faculdade de Medicina no presente.
Évora seria ainda uma excelente escolha devido à sua posição estratégica. A Faculdade, em conjunto com o Hospital Universitário, iria beneficiar uma vasta região, todo o Alentejo e Algarve, no que concerne à melhoria de prestação dos cuidados de saúde directamente relacionados com o novo Hospital mas também com a formação de novos médicos que assim teriam muito maior facilidade em estabilizarem-se na região.
Muito mais discutível é a existência de duas diferentes Faculdades de Medicina tanto em Lisboa como no Porto. Para quê esta duplicação de meios? Não seria mais lógico a existência de apenas uma Faculdade em Lisboa e outra em Évora?
A não existência de infra-estruturas na altura da atribuição da localização das novas Faculdades também não me parece ser um ponto que possa ter sido decisivo. A Covilhã constrói actualmente um novo Hospital que irá servir a Faculdade.
Mas mais intrigante que a posição dos meus colegas foi a reacção dos meus conterrâneos, alentejanos, do Alandroal e não só. Dir-se-ia que quando se lhes falava nesta hipótese era como se lhes falasse nalgo cuja probabilidade de acontecer era nula. Uma utopia. Algo que estava muito além do que poderia ser real.
Como se o Alentejo não merecesse uma Faculdade de Medicina.
É este o ponto que me parece mais grave.
O alentejano subestima-se e continuamente perdem-se oportunidades devido a este espírito derrotado. É um ciclo vicioso do qual dificilmente se pode escapar.
Está de novo em cima da mesa a possibilidade de criação de novas Faculdades de Medicina e recentemente a CME aprovou por unanimidade uma proposta a apresentar ao novo Governo e à Assembleia da República para a instalação na cidade de um hospital diferenciado, que inclua a valência de ensino universitário na área da saúde (in Notícias Alentejo).
Será mais uma oportunidade que se desvanecerá no pessimismo e atavismo da nossa maneira de estar?
Os resultados saídos das últimas Legislativas irão ser benéficos para o Alandroal?
A fazer fé naquilo que estamos habituados a ouvir, que as Câmaras dirigidas por homens do mesmo partido, são sempre “escutadas” de outra forma, ou por outras palavras “os nossos projectos são sempre boicotados porque não somos do partido do Governo” estou em crer que desta vez os Alandroalenses escolheram bem dando uma maioria absoluta ao P.S.
Com um autarca do mesmo partido que ora nos governa e que mesmo quando o partido rival se encontrava no poder, conseguiu dar um salto quantitativo e qualitativo ao Alandroal, agora com “uma maioria, um Governo, um Presidente” estamos em crer que muito há a esperar da gestão da nossa terra.
Até porque, e já aqui o escrevemos, João Nabais, desde muito novo se embrenhou nestas coisas da política, demonstrou desde logo saber movimentar-se nos corredores das altas instancias e acima de tudo demonstra vontade de prosseguir.
A ver vamos...
Saudações Marroquinas
Xico Manel
O dia com que hoje S. Pedro nos quis brindar (13 de Março 2005), e que nos augura uma Primavera radiosa e quente, e que embora os “campos” não possam apresentar o colorido do tempo que recordo, devido à seca que nos martiriza, trouxe-me à lembrança as “PESCARIAS”, no nosso Guadiana, agora Alqueva.
Terminada a época da CAÇA, e após a emigração dos tordos que nos “entretinha” nos finais de Janeiro e princípios de Fevereiro, era altura de iniciar a época piscatória.
«Partimos às cinco, e vamos todos ter à Praça, o último paga o “mata-bicho” no Romão no Rosário ou na Ti Mariana em Montes Juntos, consoante, o veredicto democrático dos confrades determinasse se o dia aconselhava Santa Luzia, Milreu, Mocissos ou Defesa».
Ao princípio íamos nas “motorizadas” EU com o “CORNETA” ou o JUDAS, o ZÈ AUGUSTO com o que estivesse vago e o PROFESSOR JOSÉ JACINTO na sua cocciolo, que não tinha potência para dois.
Depois compramos um “carro”, desencantou-o o JUDAS lá para os lados de Vila Viçosa, custou 5 contos, uma “milhena“ a cada “bico”.
Quinhentos paus de gasosa e ala que eles aí iam, quais navegantes quinhentistas, desbravando matos, destruindo rochas, desbravando terrenos até avistarem as gloriosas margens do Guadiana.
Na bagagem apenas um garfo, uma colher, a navalhinha da praxe, o pão, o azeite, o vinagre, os tomates, o sal, umas azeitonazinhas, às vezes um queijinho que nunca chegava ao destino, e os dois “imprescindíveis” “palhinhas”.
Também havia uma sertã, que era a primeira a entrar em acção, pois fritava o primeiro barbo que se deixava enganar.
Agora “cavas” tu e procura as minhocas para o isco, ora agora cavo eu, o certo é que os barbos não se faziam rogados, e fritando os mais pequenos e guardando os maiores para a caldeta que se iria seguir, entre uma “chapota” e os comentários ao momento político que se vivia na altura a hora do almoço chegava.
O cozinheiro, o CORNETA, sabia do ofício, e as caldetas por ele confeccionadas só as vim a encontrar muito mais tarde, com o mesmo sabor feitas pelo MARTINS. (QUE SAUDADES QUE TENHO DE UMA CALDETA).
Bem comidos, bem bebidos... que bem sabia a sesta por debaixo daqueles frondosos freixos, que na altura proliferavam nas margens do nosso Guadiana. Como recordo o ressonar do JOSÉ JACINTO, as “velhaquices” do JOSÈ AUGUSTO, e a “cigueira” do CORNETA que nada o demovia de pescar mais que os outros, ou o “tanto se me dá como se me deu” do JUDAS.
Dias houve que as coisas não sucederam como o planeado, recordo o dia em que tivemos que sacrificar um “garrafão”, por troca com o PILIM (pescador Espanhol) por uns míseros barbos, ou outro em que o “barril” da água se escavacou, e corremos “Seca e Meca” para encontrar uma fonte.
Dias bem passados... e que recordo com saudade... mas ainda hoje estou para saber porque nunca regressámos no carro em que nos deslocávamos. É que o “sacana” a meio do regresso “baldava-se“ sempre.
Contingências várias fizeram com que a pesca fosse relegada para segundo plano... no entanto o “bichinho” continua cá dentro, e ele teve uma segunda oportunidade de aflorar por obra e graça do ZÉ FERNANDO, e novas pescarias tive oportunidade de viver e nestas o SOUSA teve papel preponderante e das quais falarei num próximo futuro.
Saudações Marroquinas
Xico Manel
Para os que não sabem a A 23 é a auto-estrada que começa na A1 e vai para a Covilhã. Directamente de Lisboa à Serra da estrela sempre por auto-estrada com direito a passagem pelo túnel da Gardunha.
A A6 é um pouco mais modesta, não tem túneis, apenas uma vala de separação com direito a extensa plantação de alandros. É a auto-estrada do Alentejo.
A diferença entre ambas?
A diferença é que na A23 não se paga portagens. Boa vamos à neve quase de borla.
Na A6 já não é assim. Para se ir de Lisboa ao Alandroal (sai-se em Borba e apanha-se a Nacional 255) gasta-se perto de 10 euros em portagens. Se o percurso for o inverso a despesa é ainda maior.
Para se entrar em Lisboa é necessário pagar na ponte, pois então!
Conclusão:
O Alentejo é uma região mais desenvolvida que a Beira Interior e logo não tem direito a que a sua autoestrada seja uma SCUT.
Rejubilo de alegria! Afinal pensava que o Alentejo era uma região pobre.
Em jeito de agradecimento pela fabulosa noite de futebol que disfrutámos, aqui fica a piada que os jornais ingleses publicaram sobre José Mourinho:
Arséne Wenger, Alex Ferguson, e José Mourinho morrem os três num desastre de avião e encontram o Criador.
Deus olha para Wenger e pergunta-lhe o que era mais importante para ele. O treinador do Arsenal responde que era a protecção do sistema ecológico da terra, o que mais o preocupava. Deus fica satisfeito e diz " Gosto da maneira como pensas, senta-te do meu lado esquerdo.".
Depois, Deus faz a mesma pergunta a Fergusson. O treinador do Manchester United responde que as pessoas e as suas escolhas pessoais, eram o mais importante. Deus aprova e afirma "Gosto da maneira como pensas, senta-te aqui do meu lado direito.".
Finalmente, Deus vira-se para José Mourinho, que já O olhava com cara de poucos amigos e indignado. Deus pergunta-lhe "Qual é o teu problema, Mourinho?!".
O treinador português responde: "Estás sentado na minha cadeira."

foto Chelsea FC
Este o dia convencionado para que a MULHER seja homenageada.
Este o momento que aproveito para publicamente prestar a minha homenagem sincera, a seis mulheres Alandroalenses, que para sempre marcaram o meu destino.
AQUELA que no difícil ano de 1945, não se amedrontou com as privações que II Guerra Mundial acarretava, e teve a coragem de me conceber, e colocar neste mundo. Obrigado MÃE por tudo o que me destes.
D. ANTÓNIA GARCIA, que me ensinou os caminhos do bem, o amor e a amizade ao próximo, poço de virtudes, sempre pronta para amenizar o sofrimento dos mais desfavorecidos.
ANA FEIJÃO, que me dedicou o amor maternal, que não pode dar ao seu verdadeiro filho precocemente desaparecido. Que se privava dos seus parcos recursos para que nada faltasse “ao seu menino”.
Dª ANTÓNIA GALHARDAS, a minha professora primária, que me ensinou alem do B, A, BA, os caminhos da verdade, da justiça, e me ensinou que a Fé, a Esperança, a Caridade são bens que nunca podem ser menosprezados.
D. MARIA HELENA, que com saber e muito conhecimento, me preparou para que pudesse enfrentar este Mundo cão, que punha acima de tudo, que “os seus alunos” quando procurassem o seu rumo o fizessem com saber e conhecimento.
Tenho a certeza que lá no Céu, onde se encontram, não deixarão de velar por mim, e que tal como o fizeram em vida, me continuam a proteger, e a zelar pelos meus passos.
A MINHA GRATIDÃO.
Por último a minha homenagem àquela que ao longo de 35 anos tem sido a companheira fiel, dos bons e maus momentos, a mãe dos meus filhos, o ombro amigo das horas difíceis, a que em momentos de desespero tem sempre uma palavra, um gesto, uma acção para enfrentar as dificuldades da vida.
OBRIGADO FÁTIMA...
Março 2005-03-08
Xico Manel
A Neve é Sal?
Qual a diferença entre a A23 e a A6?
Porque existe uma Universidade de Medicina na Covilhã e não em Évora?
Três questões.
A primeira de uma criança de 3 anos.
As duas últimas minhas.
As três igualmente ingénuas!
Afinal no Alentejo raramente neva.

E VÃO 3 – TRÊS JOGOS TRÊS VITÓRIAS
BENCATEL 0 ALANDROAL 2
Restantes resultados:
Borba 5 Valenças 2
Oriola 2 Monte Trigo 7
União 3 R. Moinhos 0
Estremoz 1 Calipolense 1
Redondo 1 Escoural 1
Atlético 1 Portel 0
Gozava o nosso amigo a soalheira do Outono, refastelado num banco da Praça, quando passa o Presidente da Câmara e lhe diz: Tira-Picos, amanhã, logo pela manhã passa lá pela Câmara que eu preciso de falar contigo.
Má... Maria, para ser chamado à Câmara, coisa boa não era... Seria por causa dos caracóis que apanhou na Horta da Formiga? É que atrás dos caracóis sempre vieram uns marmelos, coisa pouca, só o suficiente para a sua Maria fazer umas “chávenazinhas”de marmelada. Mais até a pensar nela, porque era coisa a que ele não dava grande apreço.
Nem dormiu... e logo pela manhã se apresentou no gabinete do Presidente. Afinal não era nada do que ele esperava...
Olha lá... a Câmara recebeu um convite para se fazer representar numa Feira de Artesanato, em Lisboa... e eu lembrei-me de ti. Queres ir?
Lá feira sabia ele o que era... pois além da de S. Bento, já tinha ido às de Vila Viçosa, e até à de Borba, e era “coisa” que gostava... mas artesanato? Que diabo é isso?
É... estares lá sentadinho, a pores fundos de buinho nas cadeiras, e depois de prontas podes vendê-las por bom preço. Vai lá falares com a tua mulher e amanhã vens cá dar a resposta.
Lá falou com a mulher, que até o incentivou a ir, mais a mais que estava no último mês de gravidez... gostava de ir ter a criança no Monte, ao pé da mãe... e depois quem sabe até vendesse umas cadeiras... pois no Alandroal já tudo estava servido no que diz respeito a tal material.
Mas antes, e na tasca do “Sinfrónio” ainda pediu conselho ao seu amigo “Maçaneta”, pois não fazia ideia de como chegar a Lisboa.
Isso é as menos... apanhas a “automotora” em Vila Viçosa, ficas mesmo no “Barrêro”, atravessas o “rebêro” no “vapor”, apanhas um “carro de aluguer” e pedes para te levarem lá... “aprovêta” homem... se não venderes as “cadêras”, pelo menos “vás a Lesbôa”.
E lá foi comunicar ao Presidente que sim senhor... iria lá à tal feira, e que faria as cadeiras que fossem preciso.
Levas aqui cinco contos, para comprares uns “atados de buinho”, eu já disse ao carpinteiro que fizesse as cadeiras e no Sábado uma camioneta vai levar-te a Vila Viçosa para apanhares o comboio. Quando lá chegares entregas esta carta ao homem da entrada e ele diz-te onde ficas, onde vais dormir e comer. As cadeiras que venderes o dinheiro é para ti... agora vê lá como te portas!!!
E assim foi... dez cadeiras sem fundo, três atados de buinho, comboio até ao Barreiro, Cacilheiro até ao Terreiro do Paço... e o mais difícil convencer um Táxi a levar a tralha. Mas conseguiu... só que quando o condutor perguntou para onde? O Tira-Picos: para a feira.
Pronto já cá estamos... passa para cá uma milhena, que já estás à porta da feira. Com o material à porta, quando entregou a carta ao porteiro... Homem isso não é aqui... aqui é a Feira Popular, tu queres ir é para a FIL.
PORRA... ainda agora cheguei, e já me estão a tramar...
Saudações Marroquinas
Xico Manel

Será que a Herdade da Granja (visite o site) ainda está à venda?
Apenas 2.350.000,00 € (Dois milhões e trezentos e cinquenta mil euros).
Uma bagatela!!
Para os que diziam que a blogosfera era chão que já deu uva, aí está o
aparecimento de mais um blog do Alandroal.O Abafos e Desabafos.
Desejamos-lhe uma longa e produtiva vida.
Não se esqueçam de passar por lá e dar uma força ao autor com um comentário.
Claré
Algures a meio da distancia entre duas localidades do Concelho e a 5 quilómetros delas, num ambiente de rara qualidade ambiental, aliás, como em todo o Concelho, o Sr. Manuel Guiomar e companheira vive num monte sem electricidade nem água canalizada.
Os seu 80 anos, não o impedem de cavar e cuidar da horta, com mais de um hectare, 365 dias por ano.
A Santa Casa da Misericórdia de Alandroal, num programa de apoio domiciliário, fornece-lhes as refeições confeccionadas. Tão importante quanto as refeições são as visitas diárias que este serviço lhe faz.
Os anos já lhe concederam a licenciatura da experiência de vida.
Entre a horta e os animais, vai cortando o tempo aos bocados e consumindo-o aos poucos. Ao médico, desde que nasceu, já foi 2 vezes, por estar doente, claro. Sobre o mundo e sobre o tempo diz: -Quando no dia da Senhora das Candeias, o vento tiver espanhol não vai chover e vai ficar uma quarentona assim. Vento frio e tempo malino. De Espanha nem bom vento nem bom casamento. Se tiver a chover, vai ser uma quarentona a chover –Ao longo da sua vida este pressagio deu certo? –Dantes era mais certo. O tempo andava mais certo. Os homens tem descontrolado isto tudo. Eles foram à lua, deram cabo da atmosfera toda. A lua è que comanda a gente e as plantas cá na terra. Eles até querem fazer chover com poses em cima das nuvens. Mas nem uma gota!
Assim, pela presságio do Sr Manuel, só vai mudar o tempo dia 13 de Março. Até lá a chuva se vier é fria e pouca.

Carlos Gomes
Já não era sem tempo. Esperemos que assim seja.
Mais de quarenta Castelos Portugueses vão ser recuperados e requalificados no âmbito do programa “Rota dos Castelos” num investimento inicial de 36,8 milhões de euros.
Esta verba foi estabelecida num protocolo assinado em Bruxelas, no início de Fevereiro entre o Governo Português e os Países EFTA (Noruega, Liechtenstein e Islândia), prevendo um financiamento de 31,32 milhões de euros do Fundo do Espaço Económico Europeu dos Países EFTA e 5,5 milhões do Governo Português, num projecto aberto a parcerias público-privadas
Pretende-se criar locais de lazer com eventos culturais e artesanato ou promover actividades hoteleiras, ao mesmo tempo a criação de empregos e novas empresas desenvolvendo social e economicamente as regiões onde se inserem.
O trabalho está em fase de diagnóstico do estado dos Castelos por parte da Direcção Geral do Património, mas alguns dos contemplados serão os Castelos de Bragança, Ourém, Estremoz e JUROMENHA.
(In Folha de Montemor).
Saudações Marroquinas
Xico Manel
Quando eles para os da mesma cor são assim...
É preciso isto?
Afinal continuamos na mesma...
E... não há ninguém da nossa autarquia quês lhes saiba responder?
Que tristeza...
É por estas e por outras...
A história é esta:
Há um blogue que dá pelo nome de “Partido Socialista de Vila Viçosa” que no passado Dezembro publicou um artigo, ilustrado por uma fotografia do actual Presidente da câmara de Vila Viçosa, Senhor Condenado, rotulada com as palavras “inutilidade e revolta”e no qual se tecem considerações à sua gestão. Tudo bem, aceita-se a critica aos poderes autárquicos, e ainda que discordemos de certos termos até os toleramos.
O que não podemos tolerar é a pouca informação, e a necessidade de recorrer a exemplos pouco dignos, digo mesmo com a velada intenção de “achincalhar” um concelho que além de ser vizinho, é gerido por uma força política da mesma ideologia.
Vejamos o que foi escrito a propósito da não construção de um Parque de Feiras e Exposições em Vila Viçosa: “... E que em Borba e Alandroal, ironia do destino, o concelho mais pobre da Europa, já o começaram a construir...
1º) Não nos consideramos o Concelho mais pobre da Europa... Foi rótulo que nos puseram, mas que os factos nunca comprovaram.
2º) Há data da publicação do vosso artigo já se haviam realizado, 2, repito duas, EXPO GUADIANA, no recinto a que aludem. Como tal não se começou a construir... já está construído.
È de lamentar que quem de direito, e que para isso é pago, não saiba responder a tais “idiotices”
E mais pena ainda que seja necessário recorrer a tais métodos, para fazer “valer os seus pontos de vista”.
Procurem exemplos na vossa terra e deixem-nos em paz.
Felizmente que no Alandroal não existe um blogue deste teor. SAFA...
Saudações Marroquinas
Xico Manel
Se não paras já quieto com isso, mesmo agora o deito fora!
Berrava a velha Engrácia, já “esvaída”do sentido com a “lenga- lenga” daquele maldito objecto, que em má hora tinham oferecido ao neto, que naquela tarde tinha ficado a seu cargo.
O objecto em referência era um telemóvel de brincadeira, que o neto carregando num certo botão fazia que tocasse uma música roufenha, que culminava com um palavreado para o qual a pobrezinha já não ia tendo paciência.
Insensível à “birra” que se seguiu, e já não podendo mais, acabou por lhe retirar o objecto e guardá-lo na carteira.
Tudo isto se passou logo no dia em que a sua amiga e vizinha, Margarida tinha ido acertar contas com a outra vida. Tinha “esticado o pernil”, e como não podia deixar de ser, teria que estar pela noite, presente no velório.
O neto, foi para casa dos pais, e nunca mais se lembrou do brinquedo, a velha Engrácia tão pouco; findo o jantar e depois de “papada” a telenovela lá foi caminho de Santo António, muito constrangida prestar as últimas homenagens à vizinha.
Estava cheia a Capela... mas lá descortinou uma cadeira ao pé da defunta... e antes que outra a apanhasse... pôs a carteira em cima da mesma e foi dar os “sentidos pêsames” à família.
O pior foi quando depois de cumprido o dever se sentou, de tal forma que “encravou “ a tecla do brinquedo e este começa: PARABENS A VOCÊ, NESTA DATA FESTIVA... MUITAS FELICIDADES... MUITOS ANOS DE VIDA... e como se não bastasse, terminada a música uma voz estridente: FALA COMIGO...SOU TEU AMIGO...FALA COMIGO...
Pobre velha Engrácia, alvo de todos os olhares dos presentes...que vergonhoso.
Saiu a correr, e então sim é que o telemóvel, voou para o quintal mais próximo.
Ainda hoje é objecto de só de o ver lhe causa arrepios...
Saudações Marroquinas
Xico Manel
Quando da minha última visita ao Alandroal, o Rufino, que todos conhecem, e que pese embora a deficiência locomotora que contraiu, nunca deixou de desempenhar com brio e competência as suas tarefas profissionais e a quem muitos Alandroalenses devem estar gratos pela amabilidade e boa vontade com que eram atendidos, sobrando-lhe ainda tempo para desempenhar cargos directivos, em prol das Instituições da nossa terra, solicitou-me que por este intermédio chamasse a atenção para quem de direito, para o facto de no Alandroal não se respeitar o decreto-lei, que ele citou, mas que eu não fixei, e como tal não transcrevo, que permite o acesso aos deficientes motores aos serviços públicos e não só.
Bem sei que o mal não existe só no Alandroal, pois a partir do seu alerta, tenho feito uma observação mais atenta a locais que deveriam ser acessíveis a deficientes motores e o não são.
Na sua observação visava o Rufino o acesso ao edifício da Câmara, às Finanças, aos Correios, aos Bancos e até as modernas piscinas teem acesso ao bar mas difícil acesso à zona de banhos.
Numa altura em que se projectam obras de vulto para o Alandroal, esta “chamada de atenção”, não irá por certo cair em “saco roto”, e por certo as novas obras irão ter em consideração, que todos temos direitos a uma vida melhor.
Saudações Marroquinas
Xico Manel