Seria bom que o tsunami PS, percebesse a nível local que as lides políticas se inscrevem no tempo, e que o Corpus Eleitoral é muito mais movel do que os incautos julgam. É obvio que o PS Alandroal está muito fechado sobre si mesmo. O que priva a nossa Terra de Novas Dinâmicas. Será que estamos perante um Micro Grupo de poder?
Atenção, muita Atenção. De pretensos insubstituiveis está o cemitéro politico cheio.
António Berbém
Só espero que quando “isto” for publicado algo já tenha mudado.
De qualquer forma, mesmo que mude, o mal já cá está.
Lia na imprensa, que a seca era preocupante, que desde há cem anos que não se assistia a nada assim, que o gado morria à fome, que as culturas iam por água abaixo, que a miséria mais uma vez nos estava batendo à porta.
Com uma horta à porta (leia-se supermercado), onde nada falta, até melancias lá há, e escudado na protecção da U.E., que por certo não nos iria deixar morrer à fome, o assunto até não me preocupava muito.
Só que na passada semana viajei até ao Alandroal, e tive então oportunidade de ver que o problema é mesmo muito sério.
Preocupante o estado do gado, onde o sinal de magreza quer dos rebanhos de ovelhas, quer das manadas de vacas é confrangedor. Os campos estão ressequidos, e as ondas verdes das searas que tanta beleza dá ao nosso Alentejo são pura miragem assim como o colorido dos malmequeres que por esta altura florescem na nossa planície.
Visitei uma horta no Alandroal, e assisti ao desespero de quem semeou ou plantou e não vê nada nascer. Batatas, grãos, favas, ervilhas, até mesmo as cenouras e os rabanetes se manteêm debaixo da terra, aguardando uma pinga de chuva para se mostrarem.
Fui à barragem... que pena! Tão pouca água.
E como vai ser o abastecimento de água ás populações quando chegar o Verão?
Estarão os caudais das reservas de água não só no Alandroal como também no concelho, suficientemente activos para abastecerem a população?
Mas que mal fizemos nós?
Saudações Marroquinas
Xico Manel
Bem se esforçaram para apagar os vestígios deixados pela fracassada cozedura dos caracóis, que deixaram rastos da sua presença por tudo quanto é sitio. E tanta esperanças que o Tira-Picos tinha em conquistar as boas graças do sogro oferecendo-lhe um petisco de caracóis. Sempre conheceu os “bichinhos” como sendo “mansos”, quem lhe havia de dizer que se “espantavam” de tal forma com o calor! E depois sabia ele lá que precisavam de ser lavados e que para serem consumidos tinham que levar tempero?
Pelo sol-posto lá se apresentaram os pais da Pardaleira, munidos de alguns mantimentos, que a extremosa mãe conduida pelo mau viver da sua filha sempre ia “acariando”. Até um bolo de alguidar tinha feito para levar à filha...
Quando chegaram estava a casa virada de pernas para o ar, e o casalinho atarefado à caça dos malditos caracóis que se haviam espalhado por todo o lado.
Mas... o que é isto?
Sabe lá: caiu-me uma praga de caracóis em casa que não consigo dar conta disto! Caracóis? Pois... isto deve ter sido por causa de umas couves que trouxe lá do Monte e que deixei no “poial dos cântaros”. Devem ter passado a noite “na pouca-vergonha” e agora resolveram passear pela casa toda.
Quem não ficou lá muito convencido foi o “velho” que viu logo que devia ter sido mais “alguma” daquele parvalhão. Até porque o cheiro que se espalhava pela casa não deixava margem para dúvidas.
Logo ali pensou em dar de frosques e voltar para o Monte. Mas enfim, já que tinha ido para jantar e fazer “as pazes” com o genro, o melhor era esperar.
Decorria o jantar pelo melhor, o pai da Pardaleira até já tinha perguntado, como é que iam as coisas, quando a mãe começa a sentir uma coisa estranha e viscosa a subir-lhe pelas pernas. Habituada que estava a que a única coisa que lhe subia pelas pernas era a mão calejada do seu homem agora aquela coisa mole por aí acima fez-lhe dar cá um destes pulos que tudo o que estava em cima da mesa foi de “pantanas”.
Há velha dum cabrão agora entornou esta merda toda... lá se foi o jantar para o maneta, ainda por cima me queimou com o caldo.
Foi o ponto final na tentativa de reconciliação. De carro de praça regressaram ao Monte, e só mais tarde por altura do baptizado do Nelinho é que tentaram nova reconciliação.
Tudo por causa de um “abelhudo” caracol, que sabe Deus, com que intenção se preparava para se alojar, sabe Deus onde, na carcaça da mãe da Pardaleira.
Vá lá que no meio dos estragos ainda se safou o “bolo de alguidar” que serviu para consolo do casalinho.
Saudações Marroquinas
Xico Manel
Comente os resultados.
Resultados no Concelho do Alandroal:
PS 55,49% 2133
PCP-PEV 26,07% 1002
PPD/PSD 11,47% 441
B.E. 2,29% 88
PCTP/MRPP 1,48% 57
CDS-PP 1,38% 53
PND 0,34% 13
PH 0,13% 5
POUS 0,13% 5
PNR 0,10% 4
Inscritos 5763
Votantes 3844 66,70%
Abstenção 1919 33,30%
Brancos 25 0,65%
Nulos 18 0,47%
Fonte: STAPE

Redondo 1 Alandroalense 2
Há tempos uma troca de “comentários” menos felizes, a propósito de uma acusação que me foi proferida, por um “incógnito” daqueles que “cobardemente” se escondem por detrás de um pseudónimo que até pode ser um ponto de interrogação, fui acusado entre outras coisas de não apoiar a equipa de futebol local, de só criticar pela negativa... enfim chegou a pôr em causa a devoção que nutro pela terra onde nasci, vivi, lutei e tentei engrandecer.
Há males que vêem por bem... Toda esta ignorância deu azo a que, quando às vezes a vontade fraqueja, (por falta de incentivos), uma força superior venha em auxílio e dê azo a que possamos escrevinhar mais uma crónica. Foi o caso...
Mas, antes de continuar, e a propósito do Alandroal, deixem-me citar a vizinha Florbela Espanca:
“Tenho por ti uma paixão
Tão forte e acrisolada,
Que até adoro a saudade
Quando por ti é causada”
Se julgam que estar “desterrado” numa terra que embora só possa dizer bem, me agrada, não posso de maneira alguma, deixar de lhes dizer que sinto saudades da falta dos petiscos com os amigos, das conversas “profundas” da Arca da Fonte, dos desabafos dos “amigos do peito” ... Da família que tanto necessita da minha presença.
Confesso que quando iniciei a minha vida profissional, a meta que sempre ambicionei foi sediar-me na minha terra e por ela lutar... e até o consegui. Nela exerci a minha profissão durante mais de 25 anos, e haja o primeiro se para tanto não lhe faltar a coragem que aponte um erro da minha parte. Por ela lutei e muitos foram os dissabores que tal me acarretaram, mas haja o primeiro se para tanto não lhe faltar coragem, que me aponte uma benesse que daí retirei.
Pensava eu que com todo este esforço estava a contribuir para fazer da minha terra uma localidade que a retirasse do anonimato, da pobreza, da desertificação... pensava eu que talvez os meus filhos, ao crescerem na região pudessem em face do esforço do pai vir a consolidar a sua vida futura e a contribuírem para o progresso da “vila”. Puro engano... as condições adversas porque eu tanto lutei mantiveram-se: a educação ficou na mesma, os transportes, idem, o aspecto cultural piorou, as dificuldades aumentaram, e tudo aquilo porque eu tanto me sacrifiquei, falhou.
Se estou a escrever tudo isto, é apenas para testemunhar, o quanto de injusto há, naqueles que pensam que NÃO PONHO ACIMA DE TUDO a minha Terra Natal, as suas Instituições, aqueles que se batem por elas... todos os QUE DÃO A CARA e não temem as criticas dos que apenas são movidos por interesses duvidosos.
Se julgam que é agradável, estar aqui, sempre lhes confesso, que apenas o estou, e não no Alandroal, porque consegui aqui em 10 anos tudo aquilo que o Alandroal em 43 não me conseguiu dar... mas lá diz o ditado Santos de Casa não fazem Milagres.
E mesmo longe, orgulho-me de continuar a lutar pela minha terra, e de ter encontrado desta forma uma maneira de o dar a conhecer.
E como sempre, desde que pelo Alandroal luto... sem lucrar um tostão... nem eu... nem ninguém que aqui colabora.
Saudações Marroquinas
Xico Manel
Opine.
Escreva nos comentários o que lhe vai na alma.
Desabafe!
Só leu esta posta depois do dia 20?
Não faz mal.
Diga o que pensa do resultado das eleições.
Comente homem... não seja um ser amorfo.
Votou?
Então quer o quê?
A matemática é só para génios?
E se um alandroalense fizesse parte da história da matemática?
E porque não o leitor?
Leia o seguinte:
"On May 15, 2004, Josh Findley discovered the 41st known Mersenne Prime, 224,036,583-1. The number is nearly a million digits larger than our last find and is now the largest known prime number!
Congratulations to Josh and every GIMPS contributor for their part in this remarkable find. You can download the client for your chance at finding the next world record prime! A forum for newcomers is available to answer any questions you may have.
Josh's calculation took just over two weeks on his 2.4 GHz Pentium 4 computer."
Agora vá até esta página GIMPS - The Great Internet Marsenne Prime Search, faça o Download do programa que lhe ocupará uma diminuta parte dos seus recursos, descubra o próximo número primo e entre para a história da Matemática.

Cuidado... não lhe suceda como o ZÉ DE S. PEDRO... de quem se conta que quando abriram as “valas” para a canalização da água ao domicílio, caiu com uma “bezana”, numa valeta de onde só saiu no dia seguinte... dai a “famosa” frase: PARA A ESQUERDA ZÉ, QUE À DIREITA ESTÁ A VALETA, a que muitos tentaram dar outra interpretação.
Mas, agora a sério... A nossa Praça da República, tem valas por tudo quanto é sítio, e segundo nos informaram entidades não oficiais, parece que se projecta nova iluminação para aquele espaço.
Como até agora tudo o que tem sido executado pelo “novo” poder autárquico, tem primado não só pela grandiosidade como também pela beleza e bom gosto, esperamos não vir a ficar desiludidos.
Até lá... tenha cuidado... não caia no buraco...
Já agora... o amigo Carlos não poderia “ilustrar“ esta nossa posta com umas fotos?
Seria o que se chama um trabalho em conjunto... ou dois em um.
Saudações Marroquinas
Xico Manel
O CHÃO-FRIO
Uns serão recordados pelos seus feitos, outros por frases que proferiram no local certo, na altura certa, outros ainda pelo bem ou mal que fizeram à sociedade.
O Chão-Frio será sempre recordado, e a sua “alcunha” associada a um apreciador do “belo sexo”.
Não há por certo uma Senhora que quando vê o Esposo “olhar “ para uma outra mulher não diga: És pior que o Chão-Frio. O motivo porque tal “elogio” envolve o nosso conterrâneo não o sei, até porque a diferença de idades que nos separam, não me permitiu acompanhar a mocidade de tal personagem e não posso avalizar o muito ou pouco jeito que o mesmo possuía para as “conquistas”.
Homem de poucas conversas, passeia frequentemente pelas Ruas da Vila, sempre de livros debaixo do braço, livros esses associados a práticas ocultas, pois se há coisa que o amigo Chão-Frio não confia é na Medicina moderna.
Mas no entanto, não será certamente por ser considerado um “alarve”, que o Chão-Frio será mais tarde recordado, pois os seus dotes musicais, ainda que com dificuldades auditivas foram sobejamente reconhecidos não só no Alandroal, mas também nas localidades limítrofes, sendo frequentemente convidado a prestar a sua colaboração nas Filarmónicas vizinhas.
Outro tanto não se poderá dizer da sua actividade profissional, pois quando tentou a promoção de ajudante de pedreiro para mestre-de-obras, o prédio que projectou e construiu lá para as bandas de Pardais mais parecia a Torre de Pisa.
Se por acaso vier a casar com alguma “pequena” das bandas do Alandroal, e se algum dia deitar um olhar mais atrevido a um “busto” mais saliente ou a uma “mini-saia” mais atrevida e se a sua Esposa o mimosear com um ÉS PIOR QUE O CHÃO-FRIO, fica já a saber o motivo de tal comparação.
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Saudações Marroquinas
Xico Manel
Tudo o que se passava com o Tira-Picos, nesta malfadada fase da sua vida, ia sendo seguida pela sua Pardaleira, que no Monte das Bujardas ia cada vez mais deixando dissipar o mau estar provocado pela “mijadela” do seu mais que tudo, naquela triste noite em que foi afogar as mágoas na tasca do Pirolito.
Não podia, mais a mais sabendo, que após a última peripécia o mesmo havia sido “encanado”, deixá-lo ao abandono. Após uma conversa com a mãe, já que o pai estava difícil de domar, lá conseguiu arranjar uns tostões, um farnel e regressou ao lar.
Entretanto o Tira-Picos, dado que o roubo não havia sido consumado, foi posto em liberdade.
Que alegria, quando chega a casa, e vê a sua mulher! Que alegria quando soube que alem dos “cobres” doados pela sogra, ainda havia um “arroz tostado” feito com a galinha que a esposa “acarinhou” no Monte e uma “canjinha”. Tal banquete merecia “uma pinga”, e o nosso homem foi buscar na tasca do Sinfrónio uma “litrada”. Até resistiu a um copo que lhe ofereceram, mas ficaram-lhe nas narinas o cheiro dos caracóis que serviam de petisco.
Foi um regalo, depois da “janta” o serão passado em casa com a sua Pardaleira. Fez esquecer todas as necessidades porque havia passado. Havia que lhe dar a devida recompensa. Depois de dar voltas e mais voltas à cabeça acudiu-lhe o “cheirinho” dos caracóis. Pois é! Apanhar caracóis não é roubo e ele sabia bem que na Horta da Formiga havia muitos e por sinal grandes e bem gordos. Foi só a questão de arranjar um tacho, meter os caracóis lá dentro, chegar a casa e pô-los ao lume. Enquanto os caracóis coziam, foi beber um copo, mais que a esposa não estava em casa atarefada que estava nos cumprimentos às vizinhas.
Foi um desastre total... havia ranho por tudo quanto é sitio na cozinha... e os caracóis na medida em que a água ia aquecendo iam-se raspando pela casa toda e deixando o seu rasto pelas paredes. Até no quarto e na cama havia caracóis.
O pior é que a mãe da Pardaleira havia convencido o marido a irem visitar nessa noite a filha, e até era para jantarem lá...
Saudações Marroquinas
Xico Manel
Vale a pena?
Não há muito, e no intuito de dar alento a um amigo, também ele, dado a estas coisas de transmitir aos outros o que nos vai na alma, respondi-lhe a um e-mail, no qual se queixava do pouco valor que davam ao seu esforço, e do fraco reconhecimento por parte daqueles a quem se dirigia, de darem algum incentivo ao seu trabalho.
Meditando bem no seu desabafo... hoje sou levado a concordar que... não vale a pena.
Quando fui “convidado” a aceitar este desafio, fi-lo na firme convicção de que iria fazer algo de útil para a minha terra, que esta seria uma forma “certeira” de a dar a conhecer a todos aqueles que a ignoravam. Que seria uma forma de todos os não residentes estarem ao corrente do que se ia passando no seu torrão Natal. Como felizmente tive uma vivência intensa no meu tempo de residente na minha terra e conhecia profundamente os hábitos, maneiras de estar e costumes dos meus conterrâneos, fácil seria com o meu testemunho deixar para as gerações futuras um depoimento do Alandroal de outrora, mesclado com o Alandroal actual.
Tal como o principal responsável pelo blogue, sabia que seria uma missão difícil, mais a mais que não residíamos no Alandroal, e como tal não poderíamos estar a par do “dia a dia” da nossa terra.
Para isso contávamos com a colaboração de amigos, também eles dados a estas coisas de “comunicar”, que certamente não deixariam de estar connosco, para juntos levar-mos a água ao moinho.
E ao princípio até parecia que assim seria... foi sol de pouca dura. Uns alegando motivos justificados, outros por temor de represálias, outros por “birras” sem justificação, outros ainda por simples falta de vontade o certo é que já vamos no segundo mês do novo ano e a última colaboração data do dia 18/12 do passado ano. Assim é difícil!
Ainda se eu residisse no Alandroal... talvez conseguisse dar a conhecer os eventos que por lá se passam... mas assim!... ou será que nada se passa? Não houve Natal? Não houve Reis? Não houve Carnaval? Ou não houve vontade.
Esgotado que está o “passado” era altura de dissecar o presente e idealizar o futuro. Mas como posso eu, que não resido no Alandroal, escrever sobre o que não sei?
O Administrador do blogue mantém-se irredutível sobre os assuntos versados no mesmo: «é um blogue local, concebido para promover o Alandroal, e como tal os artigos no mesmo têm que ser relacionados com algo do Alandroal.» Maior assim a dificuldade... Sem qualquer informação proveniente dos poderes locais, das instituições, das colectividades, como é possível levar por esse mundo fora a “voz do Alandroal”?
E, embora consultando o “site meter” do “nosso” blogue verifique que as visitas ao mesmo são em número considerável (atendendo a que se trata de um espaço local e que se debruça sobre uma região desfavorecida) não posso deixar de lamentar que poucos sejam os residentes, mesmo os Alandroalenses ausentes, predominando aqueles que por nossa via tiveram um contacto mais directo com esta bonita região. Não falando dos comentários, sempre necessários (sejam favoráveis ou não) que poderiam servirem de incentivo a quem tudo faz para promover o seu torrão natal.
Assim... não.
Muitas coisas estão escritas, e que deveriam ser publicadas, outras estão na forja e por certo dariam para alimentar este espaço... mas... vale a pena?
Saudações Marroquinas
Xico Manel

Foto Carlos Gomes
Alandroal 1 Reguengos 3
?!:;,.^^~
16ª Jornada 13-02-05
Oriolenses 2-2 U. Montemor
Valenças 2-2 Bencatelense
Monte Trigo 4-0 Estremoz
Rio de Moinhos 3-1 Redondense
Alandroalense 1-3 At. Reguengos
Calipolense 4-0 Portel
Escouralense 2-1 Borbense
1º Monte Trigo 36P
2º At. Reguengos 33P
3º Calipolense 31P
4º U. Montemor 30P
5º Escouralense 29P
6º Bencatelense 21P
7º Oriolenses 21P
8º Portel 19P
9º Rio de Moinhos 18P
10º Redondense 17P
11º Estremoz 15P
12º Alandroalense 12P
13º Borbense 11P
14º Valenças 6P
Bom blogue de Vila-Viçosa.
Felicidades.
Não serei a pessoa mais indicada para abordar tal assunto. Mas há falta de quem o deveria fazer, e porque, felizmente ainda me sinto em forma, para se necessária “uma boa noitada”, permito-me abordar a questão.
Quando se fala da noite, muitos são os que não se evitam de tecer as mais melindrosas concepções sobre os perigos que daí podem resultar, mas na Sociedade em que vivemos, pode ser um escape para as amarguras do dia, um aliviar de tensões acumuladas no trabalho, o descomprimir de uma discussão mais acalorada e quiçá o entendimento dessa mesma discussão.
Ainda me recordo, logo após o 25, de em Assembleia Municipal, da qual fazia parte ter sido o único a defender o encerramento de “alguns” estabelecimentos às duas da manhã, e ser o único a votar favoravelmente a instalação de uma “discoteca” no Alandroal.
Na altura da minha adolescência, as noites eram passadas nas Sociedades, e do proveito que das mesmas tirávamos já o deixei, aqui expresso, em “locais que deixaram marcas na minha juventude”.
Mas presentemente? Onde passa a Juventude do Alandroal as suas noites?
Sei que nada é como dantes nem poderia ser. Sei de alguns locais existentes no Alandroal, onde os proprietários se esforçam para fazer das noites do Alandroal, um “escape”, onde um bom copo, uma boa musica, um bom ambiente, podem fazer esquecer o lado menos bom do dia a dia, sei que não se furtam os esforços para trazer aos seus estabelecimentos algo de inédito que possa abrilhantar as “noites”: música ao vivo, espectáculos inéditos, noites de...e de...
O meu aplauso...ao Gilberto, ao Edmundo, ao Monsanto, à Lena.
Faria falta uma discoteca? Parece-me que nos tempos que correm... não.
Estamos bem servidos.
Saudações Marroquinas
Xico Manel
Ia de mal a pior a vida do Tira-Picos, estava como a lavoura dos burros, torta e enviusada, ou se quiserem sem tralho nem maravalho. Sem a mulher para lhe fazer as sopas e coser os trapinhos, sem trabalho, ainda por cima o negócio do fundo das cadeiras estava cada vez mais fraco, e por mais que o Ceguinho Zé Rita lhe ensinasse a fazer cestos de verga os mesmos nunca saiam capazes de ser transaccionados.
A fome apertava, o dinheiro escasseava, e como na infância era mestre a surripiar o alheio, o Tira-Picos não arranjou outra forma de enganar o estômago senão ir às hortas pilhar qualquer coisa.
A primeira tentativa foi na horta do Adelino, onde haviam duas figueiras, que dito por todos davam os melhores figos de S. João, no Alandroal. Foi fácil entrar na quinta, pois o portão estava sempre aberto, e mais fácil ainda comer a canastra de figos que o dono já tinha apanhado. Só que para o Tira-Picos uma canastra não chegou e ainda provou mais alguns colhidos da própria figueira. Foram dar com ele, com uma barriga inchada de palmo e meio, olhos esbugalhados e vomitado por tudo quanto é sitio. Quando no Hospital o Médico lhe perguntou o que tinha acontecido o Tira-Picos responde: Comi uma canastra de figos e mais uns oitenta, e comecei a ter uma leve dor de barriga, depois não me lembro.
As laranjas do João dos Pereiros eram das melhores: da baía, grandes e docinhas como mel. Só que para entrar na horta era um problema. O muro era alto e ainda por cima tinha cacos de vidro no cimo. Mas nessa noite o Seabra deixou o “carro da mula” encostado à parede, e de cima do carro era fácil saltar lá para dentro. Seria mesmo nessa noite, e nada melhor que trazer logo uma saca de laranjas. Se bem o pensou, melhor o fez. Só que o carro não estava travado e quando em cima dos taipais o Tira-Picos se preparava para saltar, o carro desliza e não teve outro remédio senão agarrar-se ao muro, cortar as mãos nos vidros, mas saltou lá para dentro, enquanto o carro se espatifava no muro em frente. Todo este “cagarim” despertou o dono. Deixou-o comer as laranjas até matar a fome, deixou-o encher o saco, mas depois, enquanto o Tira-Picos dava voltas à cabeça para encontrar maneira de se raspar, apareceu, e deu-se ao trabalho de lhe esfregar “nas trombas” as laranjas uma a uma. Na manhã seguinte o Tira-Picos, parecia, na voz da velha Amélia, uma alma do outro mundo, com os dedos entrapados e a cara toda inchada.
Estava visto: com fruta não se safava. Experimentou então galinhas. E como na horta do Zé Cuco, as mesmas depenicavam à vontade, e o muro não era alto viu uma maneira fácil de “pescar” galinhas. Bastou-lhe arranjar fio de coco, um anzol, pôr na ponta do mesmo uma fava e fazer o lançamento. Não demorou que uma caísse no engodo, e quando se preparava para engolir a fava, bastou um puxão e ela aí vem, asinhas a bater a caminho do pilha galinhas.
Azar dos azares...a guarda ia a passar e dá com aquele estrafego. Com que então a roubar galinhas? Raios partam isto. Estava a praticar para fazer uma boa pescaria amanhã na “rebêra” e a merda da galinha come-me o isco e ainda por cima dá cabo do anzol.
Nessa noite o Tira-Picos dormiu na cadeia, mas pelo menos teve um bom jantar e ainda por cima acompanhado por um copinho.
Saudações Marroquinas
Xico Manel