Confesso que tenho medo!
O mesmo medo que tive quando vi Portugal após um período de conquistas de “amplas liberdades” caminhar para um abismo do qual só milagrosamente se salvou, graças ao arrojo de certos políticos de outrora. Mas não sem que o Zé-povinho tenha sentido na pele os sacrifícios a que foi obrigado. Lembro-me quando foi suprimido o décimo terceiro mês, quando a TV fechava à meia-noite, quando semanalmente um jornal era extinto, quando vendemos o ouro, quando mendigamos ao FMI.
Estamos a viver uma crise económica e social, reflexo de esbanjamentos passados, dizem os entendidos. Mas que esbanjamentos? Quem gastou dinheiro mal gasto? Não foram certamente os desgraçados da classe média, os Funcionários Públicos, os Reformados, os Operários Fabris, os Agricultores?
Ligamos a TV, procuramos escutar uma voz autorizada, que nos dê soluções e acabamos por ir para a cama e termos pesadelos, lembrando os cenários que nos são pintados para resolver a “crise”.
Não há um único que não nos diga que caminhamos de mal a pior, que não preconize a tomada de medidas drásticas, desde despedimentos, subida de impostos, cancelamento de aumentos, emagrecimento da Função Pública, (se ela com os que tem já não dá à conta como será com menos?). E o pior é que esses mesmo que “botam faladura” são precisamente aqueles que já lá estiveram, que deviam ter tomado medidas para que isto não chegasse a este ponto, mas que ao mesmo tempo não prescindem das regalias com que se foram abotoando. HAJA VERGONHA!
Quando tudo isto se pensa em relação ao País, e temos a certeza que eles só vêem as zonas onde vegetam, as mais ricas, o que irá ser do nosso Alentejo? E do meu Alandroal?
Que empreendimento se realizou nos últimos anos no Alentejo que pudesse evitar a desertificação do mesmo? O Alqueva? A quem serve? Que riqueza nos trouxe? Alguma fábrica?
Alguma multinacional aqui se instalou? A promessa do Aeroporto de Beja concretizou-se? O TGV alguém lhe pôs a vista em cima?
E no Alandroal? Aparte o incremento dado com a realização das obras que a autarquia em boa hora programou e até concluiu o que mais foi feito? Quantas empresas se instalaram e deram emprego na zona industrial? O sector privado que contribuição deu para o progresso da nossa terra? As próprias Instituições passam por graves problemas, não estando posta de fora até o fecho de algumas.
Tenho medo, confesso, e mais medo ainda quando vejo que a classe política, não me oferece qualquer regalia de com honestidade, levar tudo isto a bom porto.
Já não haverá nenhum que se aproveite?
Estou muito desiludido...
Saudações Marroquinas
Xico Manel
Para finalizar estas “recordações” dos locais que foram um marco na minha juventude, guardei propositadamente para o fim a Arca da Fonte.
A minha imaginação leva-me ainda ao tempo em que as seis bicas corriam abundantemente, primeiro da “nascente”, devidamente protegida por uma casinha, onde o “DAVAN” em dias de bom humor nos deixava espreitar o borbulhar da água a brotar entre duas pequenas rochas, e que não sei porque cargas de água teimávamos encostar o ouvido à porta, pela meia-noite altura em que se ouvia o “nascer” da mesma. Mais tarde substituída por um reservatório, e ao lado por um motor que bombeava dos depósitos da Escola a água suficiente para que as bicas corressem, e a água chegasse para regar as Hortas do Cidral, do Manel Biga, do Chico Garcia, dos Salomé, do Fontes, do Nicolau, e ainda sobrasse para encher os tanques, para a lavagem das roupas do dia a dia.
Mas na Arca da Fonte lavava-se outra roupa... e ainda hoje se lava... é a chamada lavagem da roupa suja... não ao alcance de todos... mas só de alguns mais espevitados que gostam de ter a “escrita em dia”. Ainda hoje quando por qualquer motivo, tenho que pernoitar no Alandroal, é certo e sabido que o final da noite é passada na Arca da Fonte.
Na minha juventude, era o local de encontro para combinar as “faenas” nocturnas, e era ali que todos nos juntávamos, para deliberar os planos de acção, normalmente concretizados nas Sociedades, que fechavam à meia-noite, e para onde depois convergíamos para o resto da noitada, e “fazer o ponto da situação”.
Encostados à parede, sentados no “poial”, se aquelas paredes falassem, se aqueles mármores tivessem ouvidos quanto não poderiam contar de inconfidências, de mágoas, de alegrias de momentos bem ou mal vividos, poderiam ser testemunho.
O Jerónimo passava, com a sua chocolateira de café, a caminho do forno do Zé Cuco, onde iria amassar e cozer o pão que pelas sete estava à venda, (ainda? Já sei que vão ser os primeiros fregueses!) .
O rouxinol cantava as alvoradas nas frondosas árvores do Cidral, (hii, já é tão tarde!).
Já agora esperamos pela camioneta das seis, o Piçarra já deve estar a abrir e bebemos um cacau, sempre aquece...
Então até logo… mas logo não podemos ficar até tão tarde...
Tá bem tá.... a Arca da Fonte tira o sono... ou serão as conversas?
Saudações Marroquinas
Xico Manel
Se foi por ser parvo, ou se foi para fazer pouco do Sogro ainda hoje se está por saber o que levou o Tira-Picos a deitar os espinafres no lume. Certo é que a “coisa” não pareceu nada bem, e o Tira-Picos meteu...
... o rabinho entre pernas e foi “curtir” uns “copos” na tasca do Pirolito.
Conversa puxa conversa, copo puxa copo, quando mal se descuidou estava com “uma “ de “caixão à cova”, a tal ponto que tiveram que ir levá-lo a casa, onde a esposa o esperava.
Deitaram-no no sofá que estava logo ali à mão, onde ficou a “curti-la”. Só que a “magana” era chorona, e o Tira-Picos desatou a chorar, de tal forma foi o “cagarim”, que conseguiu reunir o resto da família à sua volta.
E chorava... chorava a tal ponto que a Pardaleira muito pesarosa desabafa para a mãe: Coitado, está mesmo arrependido... não deixa de chorar.
Deixa-o chorar... quanto mais chora... menos mija. Responde o pai.
Não mija... mas é uma merda é que não mija...
E não esteve com meias medidas. Saca do “instrumento” e zabumba enfia-lhe uma valentíssima mijadela, mesmo diante dos sogros, deixando o sofá numa lástima.
Foi o ponto final, da estadia em casa dos sogros.
Ainda nessa mesma noite, palmilhou o caminho de regresso ao Alandroal, sem mesmo se dar conta porque tinha sido posto na rua.
Também a Pardaleira custou a perdoar-lhe tal desaforo só regressando a casa passado quinze dias... mas o amor é assim!!!
Saudações Marroquinas
Xico Manel
Cada um tira as conclusões que quiser. Eu apenas me limito a constatar o facto.
Uma consulta aos blogues mais visitados do sapo, hoje dia 25 de Janeiro 2005, pelas 18,00 horas verifica-se o seguinte:
1º) José Sócrates
5º) Paulo Portas
7º) Alerta Amarelo
10º) Fantasias Sexuais
11º) Delírios Eróticos
12ª) As Amadoras
Aí valentes Portugueses... estamos conversados...
Saudações Marroquinas
Xico Manel
A menos de um mês das eleições legislativas o PS posiciona-se como mais votado pelos leitores do Alandro al, embora a "sondagem" seja dirigida para as eleições autárquicas.

Expressão muito usada na minha terra quando se refere a alguém que não justifica a remuneração que aufere em face do trabalho que produz.
Esta “posta” serve não só para “desabafar” com situações que me causam uma certa “azia”, mas também como um exercício de alerta para certas situações que se estão a viver no Alandroal, das quais se falam com “boca pequena”, que urge corrigir e até denunciar.
Não cabe neste espaço fazê-lo, nem tão pouco nós que não vivemos no Alandroal estamos à altura de o fazer, mas talvez aqueles a quem nos referimos possam meter a mão na consciência e quiçá, justificarem o salário que auferem.
Mas porque é público, isso sim, podemos deixar aqui expressa a nossa indignação perante o que nos é dado ver num canal de Televisão (Sic Notícias), todas as Segundas-Feiras.
Três “PARDALÕES”, e um “PARDALITO” que parece até, se diverte muito com a situação, são pagos, e bem pagos, segundo julgamos saber, para comentarem os jogos da jornada do fim-de-semana. Acresce ainda, que, podem ser, pelos cargos que desempenham, consideradas figuras públicas: um é Presidente de uma grande autarquia, outro irmão da que já foi Ministra, outro ainda desempenhou altos cargos na estrutura do futebol Nacional.
São pagos, volto a repetir, para comentarem os jogos, “os casos “ da jornada futebolística... mas, e é aqui que a minha indignação é total, ELES NÃO VEEM OS JOGOS, e limitam-se a destilar impropérios contra os árbitros, as estruturas, a acicatarem o ZÉ POVINHO, a contribuírem para a ainda maior destabilização do futebol neste País. Ainda por cima, o tal canal de televisão não possui imagens... e os comentários são feitos à base dos “relatos“ radiofónicos. É caso para dizer “VÃO LIMPAR AS MÃOS ÀS PAREDES”, “VÃO ROUBAR PARA AS ESTRADAS”.
Dirão os amigos que tiveram a paciência de ler até aqui, se este tipo não gosta porque vê? Pois bem a TV não é só minha e tenho em minha casa um filho adolescente, que se “diverte” à brava com tais “personagens” e quando eu por vezes demonstro a minha indignação, ele replica: Hó Pai mas estes “cromos” são gozados... e ele que “devora” tudo quanto è futebol na TV, diverte-se à brava com as “bacoradas” das referidas personagens.
Diverte-se ele, mas eu não, pois é assim que vejo este País, caminhar a passos largos para o abismo, é que é gente como esta, que está a dar passos para que isto suceda.
MAS HÁ MAIS... HÓ SE HÁ... ATÉ NO ALANDROAL OS HÁ...
Saudações Marroquinas
Xico Manel
O Alandroal não tem um Museu.
As grandes exposições, os quadros famosos são inacessíveis ao alandroalense comum.
A periferia faz-se ainda sentir.
A partir de hoje vamos ter no blog um Museu Virtual, que possibilitará que as grandes exposições também possam chegar ao Alandroal.
O primeiro quadro é óbvio.
Apesar da sua baixa estatura é muito fácil encontrá-lo passeando pelas artérias do Alandroal, de Verão com os seus calções à “Tonecas”, de Inverno agasalhado na sua gabardina branca, de cachecol ao pescoço, sempre com o seu rádio de pilhas encostado ao ouvido, não se sabendo se escuta as noticias, se música ou se pura e simplesmente está desligado.
Sem nunca ter voz activa nos destinos da terra, não deixa por isso de ser “temido” quando por vezes e em alturas de maior crise, resolve “abrir a boca” e “por meias palavras” manda cá para fora verdades, às vezes menos convenientes para quem se destinam.
Desde muito cedo se viu obrigado a lutar pela vida, e também desde logo percebeu que a sua fraca estatura não lhe permitia trabalhos de grandes esforços, pelo que encontrou maneira de ganhar o dia a dia com o que a natureza lhe poderia vir a fornecer.
Além de profundo conhecedor da apanha de cogumelos, espargos, “alabaças”, foi sobretudo na caça que o Mata-Pintos se tornou famoso. A sua primeira espingarda foi o próprio que a construiu, adaptando um canudo da lareira à precursão de uma inutilizada, e as primeiras vítimas do engenho foram, como não podia deixar de ser os pintos da vizinhança. Dai o nome de Mata-Pintos.
Gosta muito de visitar os cafés, na mira da oferta de um “ jiripipi” (de preferência um bagacinho em copo que se veja, mas se for uma outra coisa qualquer, desde que não seja água, também não se faz rogado), e se for convidado para uma passeata de preferência à vizinha Badajoz é para ele ouro sobre azul.
Certo também que não há festa nem dança onde não esteja presente, e quer sejam arruadas pela Banda, concertos rok, ou pimba, tanto faz, o Mata-Pintos supera muitas das vezes com a sua actuação o brilhantismo do artista principal.
Resta-me saber se após a escrita deste texto, e se o Mata-Pintos dele tiver conhecimento, da próxima vez que me encontre me saúda com um efusivo abraço, ou se pura e simplesmente como frequentemente sucede me brinda com um sonoro “vai à merda”.
Mas é por isto mesmo que eu gosto do MATA-PINTOS...
Saudações Marroquinas
Xico Manel
Escoural 3 Alandroalense 1
Alandroal eliminado da Taça de Évora.
Carlos Gomes
O meu telefone avariou...
Comuniquei a avaria...
O Técnico veio...
Conversámos... disse-lhe que já tinha sido daquela “família”. Que outrora CTT, queria mesmo dizer Correios e TELECOMUNICAÇÔES de Portugal, e que até tinha direito à “esmola” de não pagar taxa.
O Técnico, avaliou, mostrou, o seu reconhecimento (que os chamados gestores, não mostram), (será por isso que esta “merda” anda tão mal?), e presenteou-me com um aparelho top gama, daqueles que marcam a hora, teem agenda, recebem mensagens, fazem chamadas sem ser preciso levantar o auscultador, eu sei lá... coisa demais para a minha camioneta!
O certo é que tantas experiências fiz, para aquilatar das potencialidades do novo aparelho, que acabei por lhe bloquear a memória.
Comuniquei a avaria...
O Técnico veio...
Conversámos... disse-lhe que já tinha sido daquela “família”, etc., etc. Acrescentei a diferença entre o passado e o presente. Como recordava como eram feitas as comunicações telefónicas: mete cavilha, tira cavilha. As noites passadas junto ao quadro telefónico, o “então já pedi uma chamada vai para duas horas e nada”. Os dias em que Sua Excelência Américo Tomás, ia caçar ao Monte da Defesa, e em que o menor descuido era a morte do artista. A noite em que o Sr. Ministro veio reclamar por uma chamada que já havia sido dado como respondida, e que quando de tal o informei me desmentiu dizendo que tinha estado sempre ali sentado, lhe respondi: pois o mal é esse, levante-se e vá mas é dar uma volta ao bilhar grande. O que me ia custando o emprego.
ENTÂO VOCÊ FOI COLEGA DO MEU PAI? O meu Pai também foi Chefe dos Correios em Almada e por vezes conta-me histórias dessas...
A palmada carinhosa nas costas, que o Técnico chamado para concertar o meu telefone, me deu, foi um bálsamo para o meu ser. Ainda hoje recordo, aquela manifestação de carinho com que um semelhante de uma nova geração me quis presentear.
Valeu a pena...
Se todos fossem assim...
Saudações Marroquinas
Xico Manel

Dia 22 de Janeiro de 2005 - 10h00
Inauguração do 2º Percurso Pedestre do Concelho de Alandroal - Pedra Alçada
Concentração às 09h30 frente à Junta de Freguesia de Santiago Maior - Aldeia de Pias
Organização - Posto de Turismo do Município de Alandroal
Sofia Balsante
A seca que se tem vindo a fazer sentir na região está a causar sérias preocupações aos agricultores alandroalenses.
Os solos estão sem prado para os animais e as reservas de palha e feno já esgotaram. Há agricultores que estão a recorrer ao último recurso de alimentar o gado com rama de chaparro que em situação normal nunca a comeriam.
A tudo isto acrescenta-se ainda a proibição da mobilidade do animais devido ao aparecimento de focos da doença da língua azul, sem que se conheça nenhum caso no nosso concelho.
Para além das culturas de regadio estarem comprometidas também os cereais, como o trigo e outros, poderão nem produzir palha o que colocará em causa a alimentação dos gados por um período prolongado.
O recurso a rações poderá ser equacionada, mas sem a ajuda estatal é completamente inviável por questões económicas: o valor da carne pagaria apenas uma pequena parte do alimento.
À crise geral do país soma-se agora uma crise de água, na região, apesar de um Alqueva quase cheio de ponta a ponta do concelho.
Carlos Gomes

A árvore postada no fim-de-semana era um magnífico chaparro em flor que nos foi enviado por Carlos Gomes.
Uma Tília???
Se ao findar a primeira volta do Campeonato, a classificação do J.S.A. não é aquela que todos ambicionávamos pelo menos no que diz respeito à Taça as aspirações mantém-se, e o sorteio para a eliminatória que se segue não nos foi de todo desfavorável.
Aqui deixo o resultado do sorteio:
ESCOURALENSE – ALANDROALENSE
ORIOLENSE – CALIPOLENSE
REGUENGOS – MONTE TRIGO
MONTEMOR – REDONDENSE
Para o Campeonato (1º jogo) o Alandroal venceu categoricamente o Escoural por 3-0. Muita coisa mudou entretanto, e o Escoural tem vindo a subir aos poucos, e o Alandroal a descer.
Iremos por certo assistir a um jogo renhido, entre duas equipas que se equivalem, e que tudo farão para prosseguir na prova, tendo em vista que o jogo da próxima eliminatória será de “casa cheia”, pois parece-me que Montemor, Calipolense e Reguengos ou Monte Trigo, poderão vir a ser os adversários para os quartos de final.
A eliminatória realiza-se a 22 de Janeiro, pelas 14,30, e se Deus quiser lá estarei, para ver e contar...
Saudações Marroquinas
Xico Manel
Com o intuito de conseguir fundos a Associação Desportiva do Rosário, realizou no passado sábado um torneio de malha, em que participaram equipas jovens e menos jovens.
A equipa C C D Matriz de Borba, foi a vencedora.
Carlos Gomes
Escusado será dizer que todas as façanhas protagonizadas pelo Tira-Picos chegavam ao conhecimento dos pais da Pardaleira, que com grande mágoa iam constatando o “embrulho” em que a sua filha se tinha metido. Tudo isto “mexia” com o bondoso coração de D. Pulquéria, que a toda a hora lamentava o “mau passo” dado pela filha.
Não pode ser, temos que fazer alguma coisa, eles não podem continuar a viver assim, lamentava-se a Senhora!
Deixa-a estar, ninguém a mandou não ter cabeça. É bem feito, uma magana daquelas, que nunca lhe faltou nada...
Bem... as mulheres conseguem tudo, quando querem, e por fim D. Pulquéria lá convenceu o marido a dar guarida ao casalinho.
O Tira-Picos, ao princípio ainda se mostrou renitente, mas como os amigos não lhe perdoavam, aquela de fazer do quadro do Presidente da Direcção um colar para o pescoço do Cachacita, e nem já sequer tinha um amigo para beber um copo, além de que a vida cada vez se tornava mais difícil... lá acedeu a passar uma temporada no Monte das Bujardas.
Ainda que o sogro não lhe mostrasse os dentes, e a conversa entre os dois fosse como a “lavoura dos burros”, sempre enviusada, D. Pulquéria lá deitava água na fervura, e o Tira-Picos lá ia “enchendo a mula”, dormindo boas sestas, e fumando umas cigarradas. Até que um dia, (há dias em que um homem não devia levantar o coirão da cama), depois do almoço, e querendo ser prestável o Tira-Picos, prontificou-se a ir levar as cascas da melancia, devidamente migadas, ao galinheiro, onde coabitavam as galinhas, os coelhos e os pombos. Foi a perdições... a porta ficou aberta... os coelhos marcharam todos, os pombos foram um regalo para os caçadores... e as galinhas acharam um bom “entretém” debicando na horta, onde tudo foi ao ar, desde os alhos ás alfaces e até o canteiro dos temperos não escapou.
Ficou “bruto” o dono da casa. Sentado ao lume quando a esposa lhe perguntou o que se fazia para a janta: sei lá... vai lá ver se ainda se aproveitam alguns espinafres.
Eu vou... sentenciou o Tira-Picos.
E foi...
Voltou com uma braçada de espinafres, que nem precisaram de ser arrancados, pois as galinhas já se tinham encarregado de tal.
Onde quer que ponhas os “pinafres”?
Se calhar aqui no lume! Diz o sogro.
Ora não foi tarde, nem foi cedo... espinafres para o meio das labaredas, que já se faz tarde!
Malandro!!! Ponha-se na rua... não basta ter ficado sem a horta ainda faz pouco de mim!
RUA.
O Tira-Picos foi... mas foi curtir as mágoas para a tasca do Pirolito... antes não fosse...
Saudações Marroquinas
Xico Manel
No passado dia 13 de Janeiro, via Notícias Alentejo, deparei com a seguinte notícia que com o devido respeito passo a transcrever:
«A Câmara de Alandroal conta em 2005 com um orçamento de cerca de 16 milhões de euros. O executivo liderado por João Nabais considera “ambicioso” o documento das Grandes Opções do Plano.
Em 2005, a autarquia conta concluir obras como a renovação, restauro e ampliação do edifício dos Paços do Concelho e a construção do Fórum Cultural Transfronteiriço.
Na lista de obras para o ano e curso figuram ainda, entre outras, as extensões dos centros de Terena e da Aldeia do Rosário e a construção de habitação a custos controlados.
As principais limitações para 2005 resultam das restrições ao recurso ao crédito, inclusive para contrapartidas nos projectos com apoio comunitário. Trata-se de uma questão que esperamos ver revogada pelo Governo saído das eleições, refere João Nabais.».
Considerações:
1º) Parece-me um orçamento demasiado exagerado. 16 Milhões são muita fruta.
2º) De aplaudir os fins a que se destinam. Mas pergunto eu, leigo na matéria, se por acaso não vierem, como vão ficar os Paços do Concelho, e o Fórum Cultural? Obras já em adiantado estado de andamento?
3º) Preocupa-me o último parágrafo.
Vejamos: restrições ao recurso ao crédito. Como é? Vamo-nos endividar? E depois? Quem paga?... ou vão seguir a “velha” metodologia QUEM VIER ATRÁS QUE FECHE A PORTA?
“Uma questão que esperamos ver revogada pelo Governo saído das eleições”. Dando de barato que todos nós já sabemos qual vai ser o Governo, será que este vai cair nos mesmos erros em que tropeçou quando lá esteve? Esperará o Senhor Presidente da Câmara, que o novo (tudo aponta para que assim seja) Governo da mesma cor politica do nosso autarca lhe conceda benesses que no momento actual se mostram senão irrealizáveis pelo menos muito difíceis?
Vamos esperar para ver, fazendo votos que assim seja.
Já agora... E como nos habituaram (é para dar um certo humor)... Qual será a opinião dos Alandroalenses?
Saudações Marroquinas
Xico Manel
Alandroalense 0 Calipolense 0
Rosário 0 Aldeias de Montoito 1
Fundada quando do renascimento da Banda Municipal Alandroalense, situava-se a mesma, num, já na altura degradado edifício, entre as muralhas do Castelo do Alandroal. Ainda hoje tal edifício continua a se uma “nódoa negra” na urbanização do Alandroal, e não sei porque “cargas d`àgua” quem de direito não promove diligencias para o desaparecimento do mesmo, e por tabela do inestético olival, muros e “casinha dos foguetes” (era assim que eu lhe chamava), deixando apenas entre muralhas a Igreja Matriz, dando ao espaço, uma outra utilidade, tal como já foi feito no lado direito. Isto para não falar dos lamentáveis prédios que circundam o Castelo, e que tanta beleza lhe tiram. Mas aí “poderes mais altos se levantam”. Fechem os olhos e imaginem a imponência do nosso Castelo, situado mesmo na parte central da Vila sem “parasitas” colados aos seus muros!
Mas isto é divagar, e fugir ao tema. Vamos então continuar a relembrar o que foi a Sociedade da Musica. Ao contrário da sua congénere Sociedade Artística, a Música não fazia qualquer discriminação na aceitação de associados, pelo que estes eram em muito maior número, o que permitia que qualquer evento realizado fosse sempre um sucesso. È certo que algumas diferenças se faziam sentir, por exemplo, nunca o cinema ali chegou, o teatro vindo de fora era exibido na Artística, mas um dia houve que os próprios resolveram encenar uma peça e os “artistas locais” mostraram saber do ofício, (lembro-me perfeitamente das excelentes prestações do BUIÇA, do ZÈ GOMES, que fizeram com que fins de semana a fio a peça fosse exibida na esplanada da colectividade). Também as noites eram diferentes, pois a malta, mais “evoluída”, preferia passar os serões, em agradáveis bate-papos, com o aconchego de uma braseira que lhes era destinada para o efeito. Até na “batota” havia diferença, pois enquanto o poker era rei e senhor na Artística, na Música jogava-se uma “lobazinha” e frequentemente o “burro”.
Mas então os bailes? Abrilhantados pelos “acordeões”, da D. Judite e da D. Bárbara, iniciados com o paso-doble “Olé Trincheira” e intercalados aos intervalos “das séries” com o “mais dez números dedicados à menina tal” para o sorteio de uma garrafinha de escarchado...estavam sempre à cunha... de tal maneira que a “conquista” de um quadradinho de tijolo no centro da sala, de onde já não se saia, era um feito. E a “pica” que dava a mistura do cheiro da água-de-colónia vinda de Espanha com o suor emanado dos corpos!!! Era o máximo...
E nas noites quentes de verão nos bailes na Esplanada, que ainda hoje lá está, abrilhantados pelo “Harmonia”, com o cheirinho das rãs fritas, dos caracóis e para os mais abastados das febras na brasa, quantas promessas de casamentos se concretizaram!
Vivi tempos muito felizes na Sociedade da Música. Recordo com saudade a “MARIA DO CESÀRIO” e o “ALGUEIRINHO”, que lá foram contínuos, e os perus assados (cem escudos), que lá comi quando o meu amigo Balsante vinha de Alvito passar os fins-de-semana, mas acima de tudo os bailes, em que o meu amor por aquela que desde sempre me tem acompanhado se consolidou...
Saudações Marroquinas
Xico Manel
Quando ainda gaiato, ouvia falar do Frade. Do mesmo se dizia, que gostava de meter a mão no alheio, e volta e meia, quando a hortaliça desaparecia das quintas, ou as galinhas dos galinheiros ou a fruta das árvores o culpado era sempre o mesmo: Foi o Frade. Depois de o conhecer, e de com ele ter convivido, pois até foi meu vizinho, e bom vizinho, diga-se de passagem, e companheiro de caçadas, duvido que o epíteto de que era acusado fosse verdadeiro. Que era “esperto” lá isso era, que não estava para se submeter à escravidão dos trabalhos do campo, preferindo antes “governar-se” do que a natureza lhe dava, como dedicar-se à apanha de cogumelos, de espargos, de azeitonas sem dono, de caça por meios proibidos, como passear-se por coutadas, pois e muito bem, porque haviam os ricos usufruir só para eles, o que a natureza deu para todos? Não digo, que de vez em quando, quando a necessidade apertava, e se algo estivesse à mão não lhe dissesse que não, mas daí a ser sempre o bode expiatório de tudo que desaparecesse, isso não.
Já na minha adolescência, e quando o Frade não residia no Alandroal, ouvia contar que o mesmo fazia parceria pelas ruas de Lisboa com o Altinino, personagem que só muito mais tarde vim a conhecer, e dos quais se contavam “histórias” de partir o coco a rir, sempre com o fito de se governarem à custa da ingenuidade alheia. Não posso confirmar a veracidade das histórias, mas que as mesmas se revestiam de inteligentes estratagemas, lá isso é verdade. Contava-se que um dia o Altinino se fazia deslocar numa cadeira de rodas empurrada pelo Frade, simulando o irmão paralítico que vivia da caridade das esmolas que o irmão lhe arranjava. O pior foi quando um carro desgovernado se precipitou de encontro à cadeirinha de rodas. Pernas para que vos quero. Desataram em desabrida correria, gritando desabridamente: Milagre...milagre.
Voltaram ambos ao Alandroal.
Como já disse, o Frade foi meu vizinho. Nunca vi que violasse a Lei em qualquer aspecto. Frequentemente me presenteou, com “coisas” que a natureza lhe dava, como cogumelos azeitonas pisadas e atalhadas, um coelhinho de vez em quando. Ainda hoje quando me desloco à minha terra tenho prazer de ver o Frade sentado na Fonte do Botão, talvez contando para outros a experiência de vida que tão intensamente viveu.
Quando o Altinino regressou para o Alandroal, desempenhou as funções de contínuo da Sociedade Artística, substituindo Mestre Zé Luís. Governava-se com a exploração do bar, a percentagem das cotas, tinha casa, água e luz...enfim o mínimo para se ir aguentando. O pior é que na altura jogava-se “forte e feio” à batota e o Altinino: chapa ganha, chapa jogada, chapa perdida...o que dava azo a grandes brigas com a esposa D. Prudência. A coisa atingiu tais proporções que as discussões eram permanentes e não raras com ameaças veladas.
Como bom alentejano, que me prezo de ser, tinha por hábito, com o meu saudoso amigo Zé Colunas, depois do serviço, ir “malhar” umas tapas e na esperança de nos divertirmos com a eminente “briga”, “poisávamos” no Altinino. Mas nada...
Até que um dia de manhã a Vila acordou com “a novidade” o Altinino deu uma sova na mulher..,
À hora habitual lá nos apresentamos, ao balcão da Sociedade, e eu com muito má cara, digo para o Altinino: Hoje não quero nada... vem a gente todos os dias aqui a gastar o nosso à espera que desses uma sova na D. Prudência, e logo no dia em que cá não viemos é que te resolveste...
Quem me havia a mim de dizer que a dita Senhora estava por detrás da chaminé, que era coberta por uma cortina, o que impedia a visibilidade. Chamou-me tudo... meti o rabinho entre as pernas, e ala que se faz tarde. Só parei em casa.
Saudações Marroquinas
Xico Manel
Em boa hora um grupo de Alandroalenses restauraram uma velha tradição da nossa terra. Na noite de 5 para 6 vão de porta em porta cantar os Reis.
Foi uma ideia que desde logo aplaudi e não me canso de tecer elogios aos mentores de tal feito.
Pena tenho eu de não poder estar presente para também fazer parte do grupo, pois aqueles que me conhecem sabem bem como eu me “pelo por estas coisas”.
Já que não posso emprestar a garganta para a cantoria, deixo aqui alguns versos que pesquisei, e que me parecem adequados para o efeito:
Quando se chega à porta:
A Senhora que está lá dentro
Assentada num banquinho
Faz favor de s`alevantar
P`ra vir dar um tostãozinho.
Se dão alguma coisa:
Esta casa cheira a broa
Aqui mora gente boa
Esta casa cheira a vinho
Aqui mora algum santinho.
Se não dão nada...
Esta casa cheira a alho
Aqui mora um espantalho
Esta casa cheira a unto
Aqui mora algum defunto.
Vá, cantem bem, lembrem-se cá do “eu”, e que ofereçam muitas linguiças, algumas morcelas, poucas farinheiras, e nenhuma bolota.
Saudações Marroquinas
Xico Manel
O salão estava à cunha... todos queriam saber o desfecho da causa porque a Banda tinha sido “corrida” da Festa do senhor S. Brás, e os motivos porque o Tira-Picos era acusado de causar o descrédito da Filarmónica.
O Tira-Picos havia sido convocado, por carta, registada e com aviso de recepção para estar presente. Fez questão de se fazer acompanhar pela sua cara-metade D. Pardaleira que embora a contra gosto não deixou de acompanhar o seu mais que tudo.
Quando chegaram todos os lugares sentados estavam já ocupados, e logo na primeira fila muito senhor dos seus pergaminhos como elemento imprescindível da Banda estava o Cachacita, ódio de estimação desde o princípio, das lides filarmónicas do Tira-Picos
“Há aqui Sócios que estão sentados, e não são Sócios, e Sócios que são Sócios e estão de pé” sentenciou o Tira-Picos numa indirecta ao Cachacita, que embora elemento da Banda e devido ao seu estatuto de “imprescindível” estava isento do pagamento de cotas. E há músicos que em vez de tocar zurram, respondeu o visado... seu malcriado, não vê que está aqui uma mulher casada e ainda por cima em estado interessante e não é capaz de lhe dar um “assento”? Ninguém a mandou cá vir... isto é para homens... não é para mulheres.
Azelha de merda, nem habilidade teve para casar... até duvido se não será...?
Sou solteiro, mas com mais prática de casado do que tu, merda seca.
Esta é que não “calhou “ bem no ouvido do Tira Picos, que relacionou a resposta como uma insinuação ao comportamento da sua esposa, e vai daí... o que estava mais à mão era o quadro do Senhor Presidente da Direcção...
Serviu de colar ao Cachacita.
Não houve mais Assembleia-geral... houve isso sim um arraial de porrada, que só terminou quando as forças da autoridade intervieram.
O Tira-Picos foi posto na rua, e obrigado a pagar os estragos causados... Nunca pagou e volta e meia estava pregado na Sociedade da Música.
Saudações Marroquinas
Xico Manel
Este Homem sabe do que fala (ler texto mais abaixo).
O jornal Notícias Alentejo salienta a independência partidária dos blogues como um dos destaques de 2004.
O Alandroa Al é um dos cinco blogues referênciados.
A SOCIEDADE ARTÍSTICA
Foi local que durante a minha “meninice”, nunca vi com “bons olhos”. E porquê? Enquanto os meninos da minha idade lá podiam entrar, e mais tarde, com mais ou menos verdade, me relatavam os acontecimentos realizados naquele “snobe” local, a mim era-me pura e simplesmente negada a entrada. E porquê? Porque na altura, e quando da sua fundação, os inteligentes de então, “decretaram” que os associados só poderiam ser “artistas”, com profissão definida, funcionários públicos, ou então provenientes de “famílias”, Assim, eu filho de trabalhador rural, e de doméstica, não tinha acesso a tal espaço, enquanto outros que eram filhos de herdeiros de grandes fortunas, mas que nunca “mexeram uma palha”, eram os “donos e senhores” da S.A.R.A.
Outros tempos, outras mentalidades, que mais tarde deram azo à degradação da mesma, a tal ponto que acabou por pura e simplesmente desaparecer.
Só já quando “homenzinho”, e após conclusão do ensino liceal, depois de muitas “cunhas” e empenho dos colegas fui admitido como sócio.
Quem me havia a mim de dizer que mais tarde iria desempenhar todos os cargos administrativos daquela colectividade, desde Presidente da Direcção, Conselho Fiscal, Assembleia-geral, e inclusive Contínuo com obrigação de abrir e fechar as portas, pois a demissão da Direcção, e do Contínuo a tanto obrigaram o Presidente da Assembleia-geral... eu na altura.
Mas o certo é que nos anos sessenta e parte dos setenta, a Sociedade Artística foi um ponto de referência na Vila do Alandroal. Era para aquele espaço que toda a juventude convergia. Enquanto “os mais velhos” “as batiam” na sala vedada a menores, em que o póquer ditava as leis. Quanto a nós: Ìamos tomando o primeiro contacto, com a realidade da vida. E enquanto o rádio nos debitava Beatles, Bee Gees, Carlos do Carmo, Simone, Madalena, Elis Regina, Aznavour, Becaud, ou o Artur Agostinho, nos relatava os golos do Eusébio, a postura do Coluna, os frangos do Costa Pereira, tecíamos as nossas conjecturas sobre o assassinato do Kennedy, a morte do Luther King, a violência da guerra nas colónias, e o que seria de nós quando chegasse a altura de “ir para a tropa”... O que eu não aprendi naquela mesa oval!!!
Mas... havia os bailes, no Ano Novo, na Páscoa, no Carnaval. O da Pinha e o do Natal. Salão sempre cheio, ao intervalo era servido o chá e as bolachas às Senhoras e os Cavalheiros era de bom-tom terem lugar reservado para a ceia.
Também os torneios de bilhar, os jogos de damas... e então quando “os abonados” se resolviam jogar ao “tacho”, era grande a noite de “suspense”, com a assistência a vibrar quando algum jogador à beira de “rapar” tocava com a bola no pires já a abarrotar de moedas.
O 25 de Abril e as apregoadas “amplas liberdades”, que muitos confundiram com libertinagem, vinganças pessoais, impreparação democrática (mal que ainda hoje perdura), trouxeram a morte à Sociedade Artística. Está certo que o mal já vinha detrás, quando, por motivos óbvios se aboliu o conceito de descriminação em que os estatutos se baseavam, mas nessa altura ainda se mantinham o respeito, a boa apresentação e educação, coisa que se deixou de verificar, quando pela força, certas “forças”, tentaram pura e simplesmente “usurpar” o lugar.
E por aqui me fico... pois se desapareceu... não há nada a fazer.
Saudações Marroquinas
Xico Manel
Todos os que "perdemos" algum do nosso tempo com um blog sabe bem ao que me refiro.
São incontáveis as horas que perdemos com os nossos blogues, a postar textos e imagens, a afinar-lhes o template, a organizá-lo, a verificar as visitas, e os links, etc, etc
Mas o prazer que este nos retribui é imenso e supera de forma imensa o que de nós lhe damos.
Talvez a melhor altura seja a do início, depois de algum tempo e com o blogue já afinado torna-se um processo um pouco mecânico e repetitivo.
É nesta fase que me encontro, na construção de um novo blogue, que nada tem a ver com o Alandroal, a não ser por ser feito por um alandroalense.
É um blogue, para utilizar a expressão do Sexo dos Anjos, realmente identidário.
Em cinco semanas, e apenas dez posts, já foi visitado por cibernautas de 32 países, já teve uma contribuição de um inglês e é comentado regularmente por um Indiano.
E dá-me um imenso prazer. Não é isso o mais importante?
www.radfiles.blogspot.com
Votos de Feliz 2005 para todos os nossos leitores e amigos.